sábado, 16 de janeiro de 2010

Peneeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeelope, sai daí agora!!!!!!!
( e ela continua fazendo xixi no boxe, tranquilamente).
E eu ainda me comovo com a minha psicologia canina.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Meu herói meu bandido.

Hoje ele ligou pra dizer que me amava. E ao invés daquele "eu também" que soa como um "pode colocar as minhas moedas na caixinha para as crianças com câncer", que a gente diz pra moça da farmácia, só pra não deixar sem resposta, aquilo que ecoa, ali, eu disse em alto e bom tom "Eu também te amo um monte". Sem pensar nas brigas, nas escolhas erradas, na doença da minha mãe, que todo mundo jura que é culpa dele, eu jurava que era culpa dela, mas agora acho que não é culpa de ninguém.
Eu disse eu te amo um monte pra alguém que eu jurei aos prantos que nunca mais olharia na cara. Pra alguém que me fez perder tantas noites de sono, por que a minha mãe não conseguia dormir de saudade. Pra alguém que eu já até pensei em roubar um fio de cabelo escondido, guardar dinheiro pra um exame de DNA e poder provar (só pra ele) que eu não tinha aquele gene.
E então ele me disse pra ser mais feliz que ele.
E eu mudei de assunto. Falei da viagem de Buenos Aires. Não quero meu pai triste.
É, eu não quero você triste, mesmo que eu tenha jurado por anos que seria muito justo você passar pela dor de mamãe.
Hoje eu só quero que meus filhos me amem do jeito que eu aprendi a amar vocês.
Minha mãe com todas as internações, e dramas, e tentativas de suicídio e porres e choros.
Meu pai com toda a ausência, a falta de presença, a insensibilidade.
Hoje eu amo.
Sem reticência.
Sem ponto de interrogação.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A verdade do amor (uma das)

Não sobra espaço pra muita coisa quando você ama alguém. Mas não vale aquele amorzinho barato, de gente que não ouve "eu te amo" há tempos e passa a jurar amor eterno pra qualquer desconhecido que conheça a sua mãe. Não, não.
Eu falo de cumplicidade, intimidade, infinidade.
Falo de sorriso besta, de mão boba e de rima fácil.
Não havia quem me fizesse acreditar que o amor chegaria antes dos 38. E quando chegasse eu estaria tão acostumada a viver sem ele que não ia querer mais. A gente se acostuma com a falta e depois a presença incomoda. E incomoda e grita e arde e dói. E machuca. E aí perde a força e então emudece. É assim com quase tudo.
Agora só falo de filhos, de casa, de varanda gourmet e vivo espalhando minha felicidade por aí.
E eu nem tenho trinta.
Feliz 2010.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Esse ano a Samantha fará farofa de banana no Natal.
E comerá ela toda sozinha com o grude dela.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu gosto de homens e mulheres. E você, o que prefere?
Se eu não fosse hetero até o último fio de cabelo, juro que mandaria uma cantada dessa.
Mas esse culhão só Ana Carolina meu bem.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ela tinha pelo menos 10kg a mais que eu. E a bunda dela nem era dura. Aliás, acho que dura mesmo só de grana. Concluiu o segundo grau a duras penas, por que conciliava as aulas com os shows do namorado pagodeiro (com banda e cd e todo o resto). Namorou com um cidadão de cabelo loiro e boné "pra trás" durante toda a adolescência. Jurou amor eterno, chegou até a ficar noiva. Mas o moço trocou pela miss qualquer fruta de maio.
Hoje trabalha como caixa na Americanas. Unha quebrada, se veste mal. É brega mesmo. O último livro que ela leu deve ter sido algum indicadopela professora que tentava ensinar Literatura em escola pública. Mémórias póstumas. Foi esse. Só pode.
Não, ela também não é mais nova. Deve ter bem uns 5 anos a mais. Mas qualquer um daria 10. Tá acabada a moça. Só ouve música pop. Hits do verão.
Mesmo assim ele me trocou por ela. E eu fui chorar pra minha vó. Chorei, chorei e chorei mais. Engasguei com tanto soluço. Sequei o rosto e chorei mais. Desamor tem que ser assim. Com muita lágrima. Principamente se você foi trocada por outra e essa outra é mais feia, mais velha e mais pobre.
Nada justifica. Só me restava xingar a infeliz. E chorar pra minha vó. E contar que na última sexta eu esperei ela sair da loja, fiquei dentro do carro, segui a desgraçada de ônibus, até o final do mundo onde ela mora. Fiquei chorando e olhando de dentro do carro. Ela desceu do ônibus, cheia de sacolas, passou na padaria, pegou pão, um pacote grande. Foi pra casa e mandou mensagem pra ele, com direito a risadinha e suspirinho antes de entrar portão afora. Quase bati na porta de algum vizinho, que pudesse me dizer alguma coisa.
Que pudesse explicar por que uma mulher linda, inteligente, culta, bem educada, fina e cheirosa e incrível como eu tinha perdido ele. Pra ela. Seria mais ou menos assim: O que ela tem que eu não tenho?
E ela não tinha nada. Só ele.
E eu trocaria minha faculdade, minha pós, meus cursos de inglês inacabados, minha casa em bairro chique, meu carro, meus cremes, minhas maquiagens, até meu melhor jeans eu trocaria por ele. Mas ela não ia querer a troca. Quem trabalha feito escrava na Americanas não teria tempo pra usar tudo isso. Ela preferiria o ônibus e o pacote de pão.
Vovó ouviu tudo calada. Ouviu o choro, as lamurias, me ouviu xingar a moça, xingar ele, xinguei até o DEM. Roguei praga, ameacei fazer mandinga.
Vovó com toda sua sabedoria de mulher com mais de 70 disse só uma coisa, uma só:
Ela também tem buceta minha filha.
E voltou pra cozinha por que tinha panela no fogo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Parece estória de humor. Mas não é.

Toda vez que eu vou fazer exame de sangue eu rezo. Rezo muito, rezo pra cacete eu diria.
Hoje não foi diferente. Acordei antes das 6 (detalhe: o exame era às 8) fiquei inqueita, sem sono e como fome. Pra ajudar ainda não se pode comer por 12 horas. E sempre que você não pode comer a vizinha resolve achar pão de queijo cedinho cedinho. Uma coisa.
Pois bem, fui ao tal laboratório, sentei e voltei a rezar. Olha, eu não rezo à toa não. Se eu tô rezando pode apostar que a coisa tá feia mesmo. Eu sempre tenho a sensação de que eu vou desmair, não vão achar minha veia, vão me furar inteira, vai sair um monte de sangue. Sim, por que é trauma. Alguém disse que era (por que eu sou assim desde cotoca) e eu prefiro acreditar.
A moça me chama, demora uma vida pra fazer a ficha. A carteira do plano de saúde é de Curitiba...bla bla bla...tem mais de 10 solicitações e ela não acha o campo na guia on line (maldita tecnologia- é, eu também odeio a modernidade, inclusive este blog. Mas é assunto pra outro post)...bla bla bla...Qual a data de expedição do meu RG...bla bla bla.
Ela vai tagarelando, praguejando a vaca (eu deveria ter dito pobre) atendente da Unimed e eu rezendo. Rezando e tentanto não me perder na única oração que eu sei, o Pai Nosso. A cada pergunta dela eu me perdia, começava de novo. Então ela me dava uma coisa pra assinar, pronto, volto que estás no céu.
Me dá a moça um papel (o resultado sai na internet, coisa fina meu bem) e me pede pra esperar alguém chamar meu nome (a única coisa arcaica no super mega hiper moderno laboratório). Continuo rezando pra que dessa vez demore, ou então a moça que tira os angue passe mal e precise ir embora e não tenha mais ninguém pra substituir e eu possa ir embora e também dizer que eu fui, que eu sou machona. Mas não. A mulher, que eu imagina gorda, velha e rabujenta (cujo nome só pode ser Alzira) é um moça da minha idade com um sorriso lindo.
Entro avisando pra colher o sangue (expressão estranha né? Colher o sangue. Sangue, legumes, frutas, sei lá.) Bom, entro, peço pra tirar o sangue deitada, que eu passo mal, essas coisas.
Ela sorri. Me deita. Diz que eu tenho olhos lindos. Pergunta minha idade. 24 moça. Pergunta se estou grávida. Ainda não.
Tira o sangue. Eu passo mal. Acho que vou quase morrer. (Sério, sério e sério)
Mas não morro. E rezo pelo menos uns 20 Pai Nosso.
Toda a reza pra esse fim de ano.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Viva.
E cuide de você.
Só.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu ando cansada. Minha alma dói. Mas ninguém vê. E nem poderia. Mulher maravilha é sempre mulher maravilha. Mas eu ando cansada. E minha alma dói.
Lutando com uma coisa que eu conheço há tantos anos e na verdade é como se me tivesse sido apresentada ontem. Ou hoje. Ou talvez só me vá ser apresentada algum dia, por ai. Talvez.
Que mamãe é alcóolica não é segredo pra ninguém. Basta uma conversa de ponto de ônibus e eu conto metade das minhas coisas. E das coisas que não são minhas também. Eu só conto mesmo pra desconhecidos. Por conversar com quem conhece de mais a gente é esquisito. Mas o que ninguém sabe (e nem ficará sabendo) é que ela tá com início de cirrose, tem diabetes, tá um pouca cega até. Não não, isso ninguém e nem vai saber.
E eu estarei do ladinho dela. Talvez louca, talvez muda, talvez gritando, berrando e jurando de pé junto que amanhã eu mudo de casa. E desistindo da idéia no dia seguinte. As vezes no mesmo.
E eu estarei do ladinho dela. Sempre. Não por que mãe é mãe. Não não. Puta clichê sem sentido. Nem todas as mães são mães. A minha não foi, não é está há anos luz de ser. Eu estarei ali simplesmente por que não sei (e não quero) e fazer outra coisa.
Vou escrever um best seller e ficar rica.
Ter três cachorros e dois filhos, numa casa assim, bem grande, pra mim e pro grude.
Tá bom demais.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Você sabia que a Dona Florinda era namorada do Quico e depois casou com o Chaves?
Pois é. Nem eu.
Enganaram a mim e ao Professor Girafales.
(esse mundo só pode tá mesmo perdido)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu queria falar da minha mãe que bebe todo dia e sempre e tanto que me enlouquece. Mas não o suficiente pra ficar louca. Não, não. Só o necessário pra não ser normal. Eu queria falar também que eu ando batendo mais forte do que muito marmanjo no boxe e depois de quase dois anos de muito suor e mão e braço e tudo doendo, pela primeira vez, o Felipe elogiou. Elogio também seria muito, na verdade ele só disse um "muito bem". Mas pra quem conhece o Felipe sabe que isso é praticamente uma medalha de honra ao mérito, daquelas que a gente ganhava no colégio mesmo sendo o segundo lugar na categoria queimada. Eu queria falar também das minhas cachorras. Que elas estão ficando velhas e surdas. Não sei se mais surdas ou se mais velhas. E que as vezes eu choro, sozinha, do nada, assim. Quando penso que uma delas vai morrer. Eu nunca soube muito bem lidar com essa coisa de que tudo morre. Bom, pelo menos as coisas vivas. As vezes as não vivas também morrem. Tem gente que nem nasce, mas crece. E morre. Eu queria também falar do meu namorado. Do meu princípe. Do meu amor. Queria falar também que eu não consigo mais escrever absolutamente nada que tenha sentido. Nem se eu tentar falar sobre a Corruptolândia que é nosso Brasil varonil. Viram o caso do prefeito de Monte Alegre? Pois é. Tem também a hipocrisia hedionda das pseudo pessoas civilizadas que vivem aqui, ali e acolá. E as pessoas pseudo civilizadas (e olha que nem sei se ter civilidade é tão bom assim) estão inundando o mundo. Agora usar mini saia em faculdade virou sinônimo de puta! Ah...as patricinhas drogadas que bebem e cheiram e trepam com tudo nas raves (e fora delas também) é que disseram... Eu queria muito falar alguma coisa. Sério.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eu devia ter feito Medicina:
Até os 12 é virose.
Dos 12 pra cima é stress.
Mole não?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Eu tenho duas casas.
Eu tenho dois empregos.
Eu tenho duas cachorras (idosas).
Não dá pra atualizar com a frequência que meus milhares de leitores gostariam.
É pena.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

chove chuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuva
chove sem paraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar
thu ru ru ru
chove chuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuva chove sem paraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar thu ru ru ru

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As vezes não dói.

Já escrevi e apaguei o texto algumas vezes.
Pensei em ligar o som mas mamãe dorme.
Acho que sem música eu não tenho inspiração.
*** Nem pra dizer que tem coisa que não dói. Que devia doer, que eu queria que doesse, que talvez a psicologia sociopata dos normais diga que é alguma espécie de "transmutação da dor" pra não sentir. (Pensamento idiota I:Já reparou que sempre que se diz que não tá doendo, vem algum babaca e fala que tá, mas que você não sabe lidar e prefere fingir?)Mas não. Não dói. Simplesmente não dói. E devia. Devia doer pra cacete. Eu devia chorar, gritar, espernear, me atirar da ponte ou tomar meia caixa de lexotan. Mas não dói. E então eu não faço nada disso. Mas devia. Ah devia. Na verdade mesmo, já doeu tanto, tanto, tanto que não tinha mais o que levar de mim. Agora só ficou aquele vazio que infelizsmente não é mais dor. É só ausência de qualquer coisa que devia existir ali. E não existe. A dor quando deixa de ser dor vira só vazio. O que é uma grande merda. Vazio não incomoda, não arde. Então você não faz nada.Mas devia. Ah devia. Se você me perguntar quantos irmãos eu tenho? Apenas um. As outras duas foram rebaixadas. Talvez sejam primas. E só. ***
Não tem mais no fundo, no fundo, no fundo do fundo.
Já faz tempo que eu não acredito em papai noel.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

É tanta gente desiquilibrada falando em equilíbrio que tenho me sentido num circo.
Daqueles bem grandes e cheio de gente e sem palhaço e pelo qual eu não peguei meia entrada.

sábado, 22 de agosto de 2009

Fofocas da semana.

Hoje, após oito meses de motoca, eu aprendi usar o cavalete (aquela peça que ergue a moto toda e deixa certinha quando a gente pára em algum lugar).
Tô mais feliz que pinto no lixo.
***
Grudes tem agora uma telona no quarto dele, pra mó di nóis vê filme no computador.
Adios mundo.
***
Eu ando mais antisocial do que de costume. Fato público e notório.
***
Meu blog está as traças. Fato público e notório também.
***
Estou indo pro livro laranja no inglês. Não sei exatamente o que isso significa, a não ser um carnê novinho, com seis boletos pra pagar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O aniversário da nega.