quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Esse ano a Samantha fará farofa de banana no Natal.
E comerá ela toda sozinha com o grude dela.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Eu gosto de homens e mulheres. E você, o que prefere?
Se eu não fosse hetero até o último fio de cabelo, juro que mandaria uma cantada dessa.
Mas esse culhão só Ana Carolina meu bem.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ela tinha pelo menos 10kg a mais que eu. E a bunda dela nem era dura. Aliás, acho que dura mesmo só de grana. Concluiu o segundo grau a duras penas, por que conciliava as aulas com os shows do namorado pagodeiro (com banda e cd e todo o resto). Namorou com um cidadão de cabelo loiro e boné "pra trás" durante toda a adolescência. Jurou amor eterno, chegou até a ficar noiva. Mas o moço trocou pela miss qualquer fruta de maio.
Hoje trabalha como caixa na Americanas. Unha quebrada, se veste mal. É brega mesmo. O último livro que ela leu deve ter sido algum indicadopela professora que tentava ensinar Literatura em escola pública. Mémórias póstumas. Foi esse. Só pode.
Não, ela também não é mais nova. Deve ter bem uns 5 anos a mais. Mas qualquer um daria 10. Tá acabada a moça. Só ouve música pop. Hits do verão.
Mesmo assim ele me trocou por ela. E eu fui chorar pra minha vó. Chorei, chorei e chorei mais. Engasguei com tanto soluço. Sequei o rosto e chorei mais. Desamor tem que ser assim. Com muita lágrima. Principamente se você foi trocada por outra e essa outra é mais feia, mais velha e mais pobre.
Nada justifica. Só me restava xingar a infeliz. E chorar pra minha vó. E contar que na última sexta eu esperei ela sair da loja, fiquei dentro do carro, segui a desgraçada de ônibus, até o final do mundo onde ela mora. Fiquei chorando e olhando de dentro do carro. Ela desceu do ônibus, cheia de sacolas, passou na padaria, pegou pão, um pacote grande. Foi pra casa e mandou mensagem pra ele, com direito a risadinha e suspirinho antes de entrar portão afora. Quase bati na porta de algum vizinho, que pudesse me dizer alguma coisa.
Que pudesse explicar por que uma mulher linda, inteligente, culta, bem educada, fina e cheirosa e incrível como eu tinha perdido ele. Pra ela. Seria mais ou menos assim: O que ela tem que eu não tenho?
E ela não tinha nada. Só ele.
E eu trocaria minha faculdade, minha pós, meus cursos de inglês inacabados, minha casa em bairro chique, meu carro, meus cremes, minhas maquiagens, até meu melhor jeans eu trocaria por ele. Mas ela não ia querer a troca. Quem trabalha feito escrava na Americanas não teria tempo pra usar tudo isso. Ela preferiria o ônibus e o pacote de pão.
Vovó ouviu tudo calada. Ouviu o choro, as lamurias, me ouviu xingar a moça, xingar ele, xinguei até o DEM. Roguei praga, ameacei fazer mandinga.
Vovó com toda sua sabedoria de mulher com mais de 70 disse só uma coisa, uma só:
Ela também tem buceta minha filha.
E voltou pra cozinha por que tinha panela no fogo.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Parece estória de humor. Mas não é.

Toda vez que eu vou fazer exame de sangue eu rezo. Rezo muito, rezo pra cacete eu diria.
Hoje não foi diferente. Acordei antes das 6 (detalhe: o exame era às 8) fiquei inqueita, sem sono e como fome. Pra ajudar ainda não se pode comer por 12 horas. E sempre que você não pode comer a vizinha resolve achar pão de queijo cedinho cedinho. Uma coisa.
Pois bem, fui ao tal laboratório, sentei e voltei a rezar. Olha, eu não rezo à toa não. Se eu tô rezando pode apostar que a coisa tá feia mesmo. Eu sempre tenho a sensação de que eu vou desmair, não vão achar minha veia, vão me furar inteira, vai sair um monte de sangue. Sim, por que é trauma. Alguém disse que era (por que eu sou assim desde cotoca) e eu prefiro acreditar.
A moça me chama, demora uma vida pra fazer a ficha. A carteira do plano de saúde é de Curitiba...bla bla bla...tem mais de 10 solicitações e ela não acha o campo na guia on line (maldita tecnologia- é, eu também odeio a modernidade, inclusive este blog. Mas é assunto pra outro post)...bla bla bla...Qual a data de expedição do meu RG...bla bla bla.
Ela vai tagarelando, praguejando a vaca (eu deveria ter dito pobre) atendente da Unimed e eu rezendo. Rezando e tentanto não me perder na única oração que eu sei, o Pai Nosso. A cada pergunta dela eu me perdia, começava de novo. Então ela me dava uma coisa pra assinar, pronto, volto que estás no céu.
Me dá a moça um papel (o resultado sai na internet, coisa fina meu bem) e me pede pra esperar alguém chamar meu nome (a única coisa arcaica no super mega hiper moderno laboratório). Continuo rezando pra que dessa vez demore, ou então a moça que tira os angue passe mal e precise ir embora e não tenha mais ninguém pra substituir e eu possa ir embora e também dizer que eu fui, que eu sou machona. Mas não. A mulher, que eu imagina gorda, velha e rabujenta (cujo nome só pode ser Alzira) é um moça da minha idade com um sorriso lindo.
Entro avisando pra colher o sangue (expressão estranha né? Colher o sangue. Sangue, legumes, frutas, sei lá.) Bom, entro, peço pra tirar o sangue deitada, que eu passo mal, essas coisas.
Ela sorri. Me deita. Diz que eu tenho olhos lindos. Pergunta minha idade. 24 moça. Pergunta se estou grávida. Ainda não.
Tira o sangue. Eu passo mal. Acho que vou quase morrer. (Sério, sério e sério)
Mas não morro. E rezo pelo menos uns 20 Pai Nosso.
Toda a reza pra esse fim de ano.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Viva.
E cuide de você.
Só.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Eu ando cansada. Minha alma dói. Mas ninguém vê. E nem poderia. Mulher maravilha é sempre mulher maravilha. Mas eu ando cansada. E minha alma dói.
Lutando com uma coisa que eu conheço há tantos anos e na verdade é como se me tivesse sido apresentada ontem. Ou hoje. Ou talvez só me vá ser apresentada algum dia, por ai. Talvez.
Que mamãe é alcóolica não é segredo pra ninguém. Basta uma conversa de ponto de ônibus e eu conto metade das minhas coisas. E das coisas que não são minhas também. Eu só conto mesmo pra desconhecidos. Por conversar com quem conhece de mais a gente é esquisito. Mas o que ninguém sabe (e nem ficará sabendo) é que ela tá com início de cirrose, tem diabetes, tá um pouca cega até. Não não, isso ninguém e nem vai saber.
E eu estarei do ladinho dela. Talvez louca, talvez muda, talvez gritando, berrando e jurando de pé junto que amanhã eu mudo de casa. E desistindo da idéia no dia seguinte. As vezes no mesmo.
E eu estarei do ladinho dela. Sempre. Não por que mãe é mãe. Não não. Puta clichê sem sentido. Nem todas as mães são mães. A minha não foi, não é está há anos luz de ser. Eu estarei ali simplesmente por que não sei (e não quero) e fazer outra coisa.
Vou escrever um best seller e ficar rica.
Ter três cachorros e dois filhos, numa casa assim, bem grande, pra mim e pro grude.
Tá bom demais.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Você sabia que a Dona Florinda era namorada do Quico e depois casou com o Chaves?
Pois é. Nem eu.
Enganaram a mim e ao Professor Girafales.
(esse mundo só pode tá mesmo perdido)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Eu queria falar da minha mãe que bebe todo dia e sempre e tanto que me enlouquece. Mas não o suficiente pra ficar louca. Não, não. Só o necessário pra não ser normal. Eu queria falar também que eu ando batendo mais forte do que muito marmanjo no boxe e depois de quase dois anos de muito suor e mão e braço e tudo doendo, pela primeira vez, o Felipe elogiou. Elogio também seria muito, na verdade ele só disse um "muito bem". Mas pra quem conhece o Felipe sabe que isso é praticamente uma medalha de honra ao mérito, daquelas que a gente ganhava no colégio mesmo sendo o segundo lugar na categoria queimada. Eu queria falar também das minhas cachorras. Que elas estão ficando velhas e surdas. Não sei se mais surdas ou se mais velhas. E que as vezes eu choro, sozinha, do nada, assim. Quando penso que uma delas vai morrer. Eu nunca soube muito bem lidar com essa coisa de que tudo morre. Bom, pelo menos as coisas vivas. As vezes as não vivas também morrem. Tem gente que nem nasce, mas crece. E morre. Eu queria também falar do meu namorado. Do meu princípe. Do meu amor. Queria falar também que eu não consigo mais escrever absolutamente nada que tenha sentido. Nem se eu tentar falar sobre a Corruptolândia que é nosso Brasil varonil. Viram o caso do prefeito de Monte Alegre? Pois é. Tem também a hipocrisia hedionda das pseudo pessoas civilizadas que vivem aqui, ali e acolá. E as pessoas pseudo civilizadas (e olha que nem sei se ter civilidade é tão bom assim) estão inundando o mundo. Agora usar mini saia em faculdade virou sinônimo de puta! Ah...as patricinhas drogadas que bebem e cheiram e trepam com tudo nas raves (e fora delas também) é que disseram... Eu queria muito falar alguma coisa. Sério.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Eu devia ter feito Medicina:
Até os 12 é virose.
Dos 12 pra cima é stress.
Mole não?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

sábado, 19 de setembro de 2009

Eu tenho duas casas.
Eu tenho dois empregos.
Eu tenho duas cachorras (idosas).
Não dá pra atualizar com a frequência que meus milhares de leitores gostariam.
É pena.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

chove chuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuva
chove sem paraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar
thu ru ru ru
chove chuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuva chove sem paraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar thu ru ru ru

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

As vezes não dói.

Já escrevi e apaguei o texto algumas vezes.
Pensei em ligar o som mas mamãe dorme.
Acho que sem música eu não tenho inspiração.
*** Nem pra dizer que tem coisa que não dói. Que devia doer, que eu queria que doesse, que talvez a psicologia sociopata dos normais diga que é alguma espécie de "transmutação da dor" pra não sentir. (Pensamento idiota I:Já reparou que sempre que se diz que não tá doendo, vem algum babaca e fala que tá, mas que você não sabe lidar e prefere fingir?)Mas não. Não dói. Simplesmente não dói. E devia. Devia doer pra cacete. Eu devia chorar, gritar, espernear, me atirar da ponte ou tomar meia caixa de lexotan. Mas não dói. E então eu não faço nada disso. Mas devia. Ah devia. Na verdade mesmo, já doeu tanto, tanto, tanto que não tinha mais o que levar de mim. Agora só ficou aquele vazio que infelizsmente não é mais dor. É só ausência de qualquer coisa que devia existir ali. E não existe. A dor quando deixa de ser dor vira só vazio. O que é uma grande merda. Vazio não incomoda, não arde. Então você não faz nada.Mas devia. Ah devia. Se você me perguntar quantos irmãos eu tenho? Apenas um. As outras duas foram rebaixadas. Talvez sejam primas. E só. ***
Não tem mais no fundo, no fundo, no fundo do fundo.
Já faz tempo que eu não acredito em papai noel.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

É tanta gente desiquilibrada falando em equilíbrio que tenho me sentido num circo.
Daqueles bem grandes e cheio de gente e sem palhaço e pelo qual eu não peguei meia entrada.

sábado, 22 de agosto de 2009

Fofocas da semana.

Hoje, após oito meses de motoca, eu aprendi usar o cavalete (aquela peça que ergue a moto toda e deixa certinha quando a gente pára em algum lugar).
Tô mais feliz que pinto no lixo.
***
Grudes tem agora uma telona no quarto dele, pra mó di nóis vê filme no computador.
Adios mundo.
***
Eu ando mais antisocial do que de costume. Fato público e notório.
***
Meu blog está as traças. Fato público e notório também.
***
Estou indo pro livro laranja no inglês. Não sei exatamente o que isso significa, a não ser um carnê novinho, com seis boletos pra pagar.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O aniversário da nega.

domingo, 16 de agosto de 2009

Afins

As relações ficaram ( e estão) vazias.
As pessoas já nem sabem mais pra onde vão, o que querem.
Esperam.
Alguém que descubra qualquer coisa e conte.
E nessa espera eterna e sem fim e angustiante elas contagiam o mundo.
Que passa a acreditar que não saber de coisa nenhuma é comum, normal, quase blassé.
Menos a nós.
Gente feliz, bem resolvida, com todo amor do mundo.
Né não?
*
Tem coisa mais legal que praia com sol e grude e cabelos ao vento na motoca? (Grude= o namorado da Samantha)
**
Esse mês minha cachorra mais nova faz 11 anos. Eu que já tenho conta no Pet (sério!) começo a pensar que logo mais farei malabares no sinal pra pagar as despesas das crias. Tá flórida.
***

domingo, 9 de agosto de 2009

Vizinha: Tu leva minha moto na Concessionária pra mim, na quinta? Tenho que entrar cedo na clínica.
Samantha: Que moto é a tua?
Vizinha: Um CG150, por que?
Samantha: Ah...não vai dar não.
Vizinha: (cara de interrogação)
Samantha: É que eu não sei dirigir moto com marcha.
Vizinha: Que auto-escola tu tirou a carta pra dirigir numa moto sem marcha? (risada)
Samantha: Na verdade eu não tirei.
Vizinha: Ah tá. (cara de pânico)
Será que a cara de medo é por que um dia ela já me emprestou a moto antiga dela?

Pode ficar com a vaga magrela!!!!

Dia desses estou euzinha procurando uma vaga pra estacionar minha motoca nesse mundão de meu Deus, quando uma cidadã muito da sem educação resolveu colocar o carro popular (mas sedan) dela na minha rélis vaguinha.
Pois é. Deixei quieto não e fiquei no meio do caminho. Eu e minha motoca, atravancando o caminho da tia. Folgada para caralho, ela desde do carro, na maior cara de pau e diz:
"Minha filha, essa tua moto cabe em qualquer vaga, anda logo que eu tô atrasada"
Ignorei. Sou fina, não ia fazer barraco ao lado do Fórum né?
Não contente, ela que já tinha voltado pro carro, desce de novo e pergunta qual o meu problema.
Pensei em ignorar de novo, mas acabei optando apenas por um "você".
A jovem senhora ficou ensandecida e saio cantando pneu, não sem antes me chamar de sua magrela folgada, enfia ela no piiiiiiiiiiiiiiiiiii"
Fiquei tão feliz, mas tão feliz, mas tãããããão feliz que acabei deixando a vaga antes de ela tirar o carro popular sedan de lá.
Sério. Eu que sempre fui chamada de gordinha, ser chamada de magrela é um puta elogio.
Ela não deve ter entendido nada e se tiver um blog é bem provável que me chame de maluca por lá, but, só quem foi escolhida por último no futebol por anos pode entender minha felicidade.
é isso.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Às vezes a raiva é tanta tanta tanta que ela vira pena.
Foi minha mãe que disse , assim num dia, quando perguntei como ela conseguia tratar meu pai tão bem (depois da separação mexicana, claro).
Na época, eu uma rélis pirralha, não entendi.
Hoje, ainda pirralha mas não tanto, consigo ver a sabedoria de D. Rosana.
Senti tanta tanta tanta raiva de alguém que virou pena. E nada mais me aborrece. Acho que o ser humano é meio assim. A gente tranforma o sentimento pra continuar vivendo. Quanta gente não teve que desamar, colocando o príncipe encantado na galeria dos amigos, simplesmente por que o cidadão não queria mais? Quantas vezes a gente ignora, por que tá cansado de gritar? Ou então grita e grita e grita, por que o silêncio já não funciona?
Pois é.
Mamãe tinha razão em dizer que raiva pode virar pena.
Vovó também tinha, quando dizia que pena é a pior coisa que alguém pode sentir por nós.
E é só o que eu consigo sentir hoje.
Pena.
Talvez todas as penas de um avestruz sem cor gigante.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Alguém pra te achar linda.

Ele me acha linda quando chego molhada de chuva.
Ele me acha linda quando acordo com cara de sono.
Ele me acha linda suada depois de correr na praia.
Ele me acha linda quando luto com o sono pra ver o final do filme.
Ele me acha linda quando derrubo alguma coisa. (E eu sempre derrubo alguma coisa.)
Ele me acha linda no sol, assim, de manhãzinha.
Ele me acha linda.
E só.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Minha mãe alcoolatra e eu- Parte 365

Esse post se deve ao milagre inexplicável (pelo menos pra mim) da proliferação virtual.
Escrevi sobre o problema de mamãe e o alcoolismo em setembro de 2008 aqui nesse esquecido blog que vos fala e até hoje recebo comentários mesmo estando ele às traças diga-se de passagem.
É estranho não só pelo post velho, mas por serem pessoas que não conheço.
Será que só eu não leio posts velhos de desconhecidos? No máximo dou uma xeretada báááááásica no que tiver na tela e olhe lá. Tenho preguiça de quase tudo quase sempre.
Enfim, vim dizer que mamãe e eu estamos ótimas.
Ela continua bebendo, e talvez continue enquanto a cirrose e a diabetes mellitus permitirem. As pernas e a visão também não andam lá essas coisas.
Mas agora trabalha, tem o dinheirinho dela, não precisa de mim financeiramente pra nada.
Dia desses me contou que se inscreveu num projeto de casa própria da caixa, regularizou o CPF e o nome só tá sujo por causa de uma máquina de lavar que eu comprei e pretendo pagar em breve. (É irmãos, a crise pegou todo mundo).
É díficil aprender a lidar com problemas depois dos 40. Ela bebeu demais a vida inteira. Não precisou enfrentar nada. Agora, embora beba, já se permite sentir. Resolver problemas, passar por contratempos, essas coisas de gente manja?
E eu? Eu tô feliz. Vivendo a minha vida. Enfim aprendi separar as coisas. Não me culpo mais pelos problemas dela desde o fatídico episódio da clínica do Guarujá, que renderia uns 10 posts se eu fosse contar. (mamãe fugiu de uma clínica ano passado)
Faço minha parte. Visito, abraço, beijo, ligo, digo que tô com saudades.
Tento colocar no plano de saúde, dou consulta jurídica pelo telefone pra parentes e agregados.
Não mais que isso.
Às vezes as pessoas me perguntam:
Você não tem medo de ela tentar se matar de novo?
Tenho
E não faz nada?
Não. É opção dela.
Eu cuido da minha e ela cuida dela. É assim que tem ser.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

E a crise no Senado...

Por Nelson Motta,
"Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O blog está as traças por que o coração está em festa.
Antes era o contrário.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

A única coisa decente que li sobre ele. ****
O maior passo da humanidade. De Xico Sá. Nascimento do Passo, gênio das 70 e tantas mungangas do frevo, que me desculpe; os velhos e bons b-boys, idem ibidem; os mestre dos baques solto e virado que me perdoem; Elvis, pomba-gira da pele branca, negocie; Fred Astaire, qualé, não se revire no desenho pontilhado dos seus respeitáveis sete palmos; funkadeliks forever, Chicago e Belém com as suas aparelhagens, samba, samba, samba, candomblé, os deuses que dançam, a todos o meu respeito e o sangue sem mertiolate dos meus joelhos... Mas, na boa, o maior passo da humanidade se deu quando o primeiro negro pisou na lua: salve Michael Jackson, um, dois, espírito a três passos do chão, me encoxe, wanna take you on a moonwalk... Ele vai pagar a vida inteira por ter sido maior que Armstrong e sua gangue, por ter fincado a bandeira da sua tara acima de todos os musicais de todas as tendências... Wanna take you on a magic carpet ride… Salve os bois bumbás, os tchans, o samba duro, as lias de itamaracás, a ciência sob o calçamento do mangue, a fulerage, a macumba da japonega, mas, peraí, ninguém levitou tão bonito quanto esse rapaz! Forever my love, you'll be mine. A lua, esse conhaque, o passo da humanidade, comovido com alma perra e carapuça de jabá-pop à vera. Eu sei, ele perdeu o nariz original como o carinha do barbeiro de Gogol, mas pouco importa, nao o diminui como o primeiro negro a pisar a areia movediça da lua. A América nunca vai perdoar o seu primeiro negro mais leve que as folhas das folhas da relva, coitada d´América... Ninguém, nem o mais mungangueiro dos artistas populares, nem os comedores de vidros, ninguém sob a lona do nosso Soleil, ninguém no farol, ninguém no sinal... Nunca houve um passo tão lindo, ajoelhe e reze sr. Balé clássico, bata palmas, morra de inveja, gaste a arrogância das sapatilhas... Nunca houve um passo como moonwalk, nunca houve mais linda invasão à lua dos doidos varridos, Michael Jackson nunca caiu nesse agá minúsculo, pra enganar moça, ora direis, de pisar nos astros distraído. Ele andou palmos acima, seu mar vermelho, tábuas sagradas, Moisés da hora, por entre as nuvens do auto-engano, por entre os dez mandamentos, a terra é azul.... e ele, marcha à ré, se move. Estátua! Stop. Parou ele ou parou o pop? Xico Sá é cronista do Blônicas

quinta-feira, 2 de julho de 2009

- A minha vida é um livro aberto.
-Mentira.
-É sim.
-É nada.
-É sim, tô falando.
-Então tá, mas só se for um livro aberto com um monte de página arrancada.
- (...)

sábado, 27 de junho de 2009

Doce. Musicalmente doce. Não vou falar sobre o filme, a fotografia, a musicalidade e todo aquele bla bla bla. Isso é coisa de gente chata. Mais. É coisa de gente chata e que se acha super entendida de filmes alternativos. Quer combinação pior?
O filme é fantástico. Ponto.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

cansada de gente chata.

terça-feira, 16 de junho de 2009

terça-feira, 9 de junho de 2009

Alguém me ensina a botar vídeo aqui no blog? pelo amorrrrrrrrrrrrrrrrrrrr de Deus!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

É meu, tudo meu.

Dia desses alguém me perguntou de onde vinha tanta calma.
Acho que do "meu".
Eu moro na minha casa. E minha casa não é casa da minha mãe, do meu pai, de algum parente, agregado, sei lá. Não. A casa é minha. Minha casa entende? As contas dela, todas elas, também são minhas. Pode parecer piegas mas essa coisa de ninguém poder jogar na sua cara sua dependência financeira (ou você mesmo ter essa sensação) me dá calma. Mais piegas ainda se eu disser que eu queria ter uma casa pra poder dormir pelada, ouvir Zé ramalho as sete da matina no sábado enquanto eu lavo o banheiro ou então não limpar o fogão quando eu derramo o leite. É piegas pra cacete mas é verdade. Isso me dá calma. Toda calma do universo.
E aí também tem minha motoca. Vendi meu carro, passei uns três anos de bus, but, estamos aí, de motoca. E ela é minha, só minha. Sou eu que pago aquele carnezinho enooooooooooorme todo dia 10. Sou eu também quem não pagou o IPVA e vai jogá-lo pra setembro (data de licenciamento, aha! aprendi até a calcular a data de licenciar pela placa pode?) por que não tem dinheiro. Sou eu também que não tem carta de moto, AINDA. Isso me dá calma. Toda calma do universo. Eu faço o que bem entendo da minha moto, sem precisar pedir, implorar ou mendigar uma carona pra são ninguém. Entende?
E então tem todas as contas. Tem o inglês, o boxe, a luz, o telefone, a internet, o cartão de crédito (que eu tento não usar), os livros que eu comprei, a C&A, a Renner, a pós que eu não tô pagando. Todas elas. Todas minhas. Só minhas. Só problema meu. Se eu pago uma, duas, nenhuma, todas. Se eu jogo uma de cá, outra de lá, encaixo no mês que vem, tiro ...Isso me dá calma. Não ter ninguém para pagar as minhas contas me deixa feliz. É uma maneira de ser forte, de continuar. Sempre.
É isso.
É isso tudo e mais algumas coisas que eu acho que me dá calma.
Toda calma do universo.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Mulheres são só mulheres.

Cada dia mais eu tenho a sensação de que me tornei uma super mulher.
Incrível não?
Um dia eu vou aderir ao twitter dada a impossibilidade quase que permanente em escrever um texto decente nesse blog.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Todo mundo normal que eu conheço anda tomando antidepressivo e indo (regularmente) ao psiquiatra.
Eu não.
Será que enlouqueci?
Mas eu tô tão feliz, mas tão feliz, mas tão feliz que nem sei sobre o que escrever.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres. Clarice Lispector.
A coisa mais proibida que tenho feito é tomar danone escondido da minha cachorra. Pois é, ela adora danone.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cotidiano.

Cena 1:
A mocinha recebe uma ligação, por volta do meio-dia, sexta-feira: - Vamo almoçar? - Vamo! - Tu paga! - Eu não, eu sou pobre, tu que paga. - Porra, nunca vi uma advogada tão fudida... -Nem eu. ****
Cena 2:
A mocinha passeia na rua com a cachorra, após um longo dia de trabalho e inglês e boxe e todas as coisas do mundo (por volta das 23:30h) -Posso te conhecer*? -Não -Por que? -Por que eu não tô afim. -Ah tá. * Frase dita por um desconhecido na esquina da casa da mocinha.
...e um suco de laranja, sem açúcar, com gelo separado por favor. Pequenas coisas.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Todo meu polissindeto pra ti.

E eu olho pra você e vejo que todo mundo te acha lindo. Até a irmã da minha cunhada, uma criatura fantástica por sinal, te acha lindo. Tenho que casar com você. E eu vejo as pessoas sempre me dizendo pra te segurar. Mas eu não sei o que se faz pra segurar alguém. E então eu continuo sendo só eu, cheia de defeitos e coisas e todas besteiras inerentes aos que tem menos de trinta. E você me acha incrível. Gosta do jeito que eu falo com o porteiro, da tua mulherzinha, quase pós graduada. Tudo é engraçado, é doce, é delicado. Até a minha intempestividade pra ti é calma. Acho que a única pessoa que me acha calma no mundo é você. Nem minha mãe seria capaz de tamanha generosidade, ainda que disso dependesse um prêmio rídiculo de algum programeco vespertino. E eu continuo ali te achando um príncipe, daqueles de contos de fadas. Nada mais é inacabado, imperfeito, estragado. Não procuro mais a erosão. Só a calma dos que amam. E amam e amam e amam mais. E é tanto amor que parece que não cabe em mim. E não cabe. E aí eu divido com você.
Fantasmas sempre volta. Doces. Absurdamente doces. Naquele dia eu prometi que não tomaria banho antes, que não me importaria com a minha sombrancelha, que a falta de tempo não me deixa fazer. Também não tem problema se minha unha não está com aquele tom de vinho que ele gosta. Não faz diferença se a calcinha combina com o sutiã ou se minha blusa tá meio molhada, deixando claro que fui ouvir toda aquela vida que ele tinha pra dizer depois do boxe, apenas encaixando na minha santa rotina. O que pra ele era muito mais que aquilo, pra mim era só aquilo e aquilo mesmo. Não dessa vez baby. Não dessa vez. Não paro mais meu mundo por você. Fui descabelada, unha e sombrancelha por fazer. Roupa de academia, sem graça. Mochila. Não havia como caracterizar mais o meu desleixo. Tava ótimo. Sentei e ouvi. Ouvi e ouvi mais. Tudo que ele queria dizer, todo o amor do mundo que ele queria me dar. Ouvi o pedido de desculpas, que antes tão esperado, agora não passava de um pedido de desculpas de alguém que me esbarrou no metrô. Ouvi dos medos, dos sonhos, ouvi a promessa de casamento, pasme, no dia seguinte. Ouvi e ouvi e ouvi. E pra alcançar tanta maravilha, basta largar meu namorado. Simples assim não? Pois é. Mas AGORAnão dói mais. Aquelas noites em que eu não dormi, por que Lenine cantava no meu ouvido, mesmo sem som algum, agora são tuas. São só tuas. Divirta-se.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Tento compor o nosso amor
Dentro da tua ausência
Toda a loucura, todo o martírio
De uma paixão imensa
Teu toca-discos, nosso retrato
Um tempo descuidado
Tudo pisado, tudo partido
Tudo no chão jogado
E em cada canto
Teu desencanto
Tua melancolia
Teu triste vulto desesperado
Ante o que eu te dizia
E logo o espanto e logo o insulto
O amor dilacerado
E logo o pranto ante a agonia
Do fato consumado
Silenciosa
Ficou a rosa
No chão despetalada
Que eu com meus dedos tentei a medo
Reconstruir do nada:
O teu perfume, teus doces pêlos
A tua pele amada
Tudo desfeito, tudo perdido
A rosa desfolhada
(Vinícius de Moraes)

domingo, 26 de abril de 2009

Eu moro em bairro de rico.
Tenho cachorro de rico.
Até cara de madame eu tenho.
Não é incrível eu não ter dinheiro?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Se a moda pega...

Um estranho caso de assalto e violência sexual envolvendo um criminoso e uma cabeleireira está mobilizando a polícia russa. Segundo o site "Life.ru", uma cabeleireira de 28 anos identificada como Olga teve o salão invadido por um assaltante na terça-feira (14). Ela, que é treinada em artes marciais, conseguiu render o homem de 32 anos, identificado como Viktor, e levou-o para uma sala reservada. Olga teria usado um secador de cabelo para render o assaltante, e acabou prendendo-o, mas não chamou a polícia. Ela teria obrigado o criminoso a tomar o estimulante sexual Viagra, para depois abusar dele por diversas vezes, durante os dois dias seguintes. Depois de ser libertado, Viktor foi ao hospital para curar seu órgão sexual "contundido", e depois registrou queixa contra Olga. No dia seguinte, foi a vez de Olga registrar queixa contra Viktor por assalto. A história fica ainda mais confusa, segundo o "Life.ru", porque a polícia não tem certeza de quem é o verdadeiro criminoso nesse caso de assalto que terminou em atentado ao pudor.
Fonte: G1 Notícias.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Hoje venho publicamente admitir que leio Tati Bernardi.
Bom, é preciso me concentrar em alguém que se acha mais que eu e no entanto é tão fudida (ou mais) quanto.
é isso.
Tati Bernardi é uma escritora de araque do Blônicas.

Esquisitisse.

Eu sou uma pessoa esquisita. Aliás, nem sei se sou tão esquisita assim, mas como cresci ouvindo isso, achei por bem acreditar.
Eu falo sozinha, tudo bem. Mas o Jô tbm fala e fala tanto que até conversa consigo mesmo em seis idiomas. Não pode ser tão ruim assim falar sozinha.essa coisa de auto-comunicação.
Bom, eu tbm gosto de tomar banho no escuro. Que é que se pode fazer? Eu gosto oras. Mas isso também não pode ser tão ruim assim se eu pensar no planeta e na economia de energia, fonte não-renovável indefinidamente. Vamos dizer que tomar banho no escuro é garantir chuveiro quente pros meus netos aham?
Eu tbm minto a minha idade. Minto sobre meu nome e até sobre a minha profissão. Sério. Desconhecidos chatos são as vítimas preferidas. Dia desses o sujeito encarnou em mim no mercado. Bingo! Falei pra ele que meu nome era Veruska, que eu tinha nacionalidade russa. Falei ainda que trabalhava como aeromoça, que viajava muito, por isso não poderia marcar nada com ele. Disse que não usava telefone celular nem fixo, pois uma vez tomei um choque em um posto de gasolina e fiquei com trauma. Sobre computador e msn falei algo sobre teoria da conspiração, afinal, eu era russa e todos os russos são estranhos mesmo. O problema é que o infeliz falava minha língua nativa (pode?) e começou a recitar poesias num parco e lamentável russo, que faria qualquer Dimestróviski sair correndo.
Me limitei a sorrir e fui embora, pensando em quem era mais maluco.
Até hoje não sei dizer qual a conclusão.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Era o mesmo cheiro.
E eu lembrei que não gostava do teu beijo com gosto de cigarro.
Nem do sexo com você.
Eu pulava, pulava, pulava e você sempre gozava, gozava, gozava. (antes da hora.)
É, acho que eu queria muito te dizer que você trepa mal pra caralho. Aliás, queria anunciar no orkut que eu não tenho. Botar teu nome e sobrenome. Mas eu sou fina. Mulheres finas não fazem isso. Só pensam e botam no blog essa merda toda, numa segunda cheia de trabalho e eventos e boxe e reuniões chatas e sorrisos amarelos e bunda dura e a minha falta de sono.
Lembrei das desculpas ridículas pra não sair no domingo.
Lembrei do quanto eu te odiava aos domingos. Você e aquele escondidinho ridículo pra me comprar. E comprova mesmo. Merda, me vendi por dois anos e meio pra um escondidinho. Puta que pariu, eu valho um punhado de carne seca com mandioca e requeijão barato.
Eu vi tua mensagem, teu desespero.
Eu ri sozinha.
E ainda tô rindo.
E indo dormir.
Mesmo sem sono.
Por que você não vale mais que um texto insone.

domingo, 12 de abril de 2009

É...Agora só vem mesmo o moço do carro vermelho né?
É João, só ele.
Antes tinha o do carro preto, que vinha sempre. E o do prata. Os dois prata né?
Agora não tem mais João...
É, eu sei, ce sabe como é porteiro né? A gente nem qué vê sabe? Mais aí tá aqui, tem que abrir o portão, vê mesmo, ce sabe...
Sei, claro.
Mas ó, queria dizer que a sra. tá mais bonita. Tá mais magra, a pele, o cabelo, com todo o respeito sabe? Que eu tenho idade pra ser seu pai e até tenho uma filha da idade da sra., mas a sra. tá mais bonita.
Obrigada João. Você acha que tudo isso é por causa do moço do carro vermelho?
Não, não é por causa daqueles carros que não vem mais.
Sem dúvida, a coisa mais inteligente que ouvi nos últimos tempos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Moço, eu nasci em Outubro!

"Puta que pariu. Eu devo ter ficado louca. Isso um dia ia acontecer. É praga da minha irmã, só pode. Meu Deus, eu fiquei louca. Louca, louca, louca, pinel mesmo." (pensei nisso por uns 20 minutos, ININTERRUPTOS)
***
Era só o que eu conseguia pensar.
Cára (o texto é meu, portanto acentuo onde eu quiser e foda-se a porra da mudança gramatical de merda. Só com o acento dá pra sonorizar a minha indignação), não só erraram minha data de nascimento (sim, a data de nascimento, você não leu errado não) como ainda querem me convencer que nasci em Dezembro! Se não fosse eu mesma lá, jamais acreditaria no que se sucedeu.
Pois bem.
Dirijo-me ao Poupatempo. Fica do ladinho do escritório, até posso ver o dito-cujo da janela.
Todo mundo fala que é um belezura e por que é que comigo não havia de ser? Hein?
Prometi que dessa vez não iria falar mal do sistema, praguejar a democracia, a república (ambas com letras minúsculas, claro), nem dizer em alto e bom tom que odeio tudo que seja oriundo do funcionalismo público, corrompido pela burocracia famigerada dos pseudo-burgueses.
Jurei e tava jurado.
Fui lá, levei os documentos, peguei a fila, tirei foto, deixei moça lambuzar todos os meus dedos. Feliz da vida. Sim.
Jurei e tava jurado.
Fizeram perguntas, respondi. Mesmo as idiotas, frise-se, sem objeção.
Não questionei o sistema de senhas, nesni tendo certeza que ele chamou um monte de gente na minha frente.
Não, não fiz nada disso. Jurei e tava jurado.
Na retirada do RG, notei que a data de nascimento (!!!) estava errada. No stress. Acontece. É muito trabalho, pouca gente. Vamos lá Samantha, concentra, não fala mal. Isso Samantha, sorria, fala pra moça, delicada, que a data de nascimento da errada. Isso, vai lá. É, elogia o cabelo loiro dela, é, finge que não viu a raiz preta.
***
Mas é claro que não poderia ser tão simples assim. A cidadã exigia minha certidão de nascimento (ORIGINAL), muito embora eu tivesse entregue a cópia e mostrado a original, tudo de acordo com os documentos exigidos, para obter apenas e tão somente meu sagrado direito a ser identificada. Mas ela queria de novo, queria por querer. Pedi pra falar com o superior dela. Com cara de nojo e aquele cabelo meio preto e meio loiro (com uma borboleta brilhante- Como confiar em alguém que usa aquilo depois dos 12?) ela me pediu "um minutinho".
(começo a ficar irritada)
Vinte minutos depois o (in)responsável veio conversar comigo.
Começo todo o discurso de novo, informando que meu RG estava com a data de nascimento errada, que eu tinha em mãos a CNH e a carteira da OAB, ambas originais, e com foto e comprovando quando eu nasci e tudo o mais.
Sem sucesso. Dessa vez, a afirmação era mais contundente, e na certeza do pobre Reinaldo (nome do moço) me faria ir embora, levar a droga do meu problema pra outro órgão público, claro.
****
-Olha moça, a senhora nasceu mesmo no dia 04/12.
-Aham?
-É pois, é, ligamos no cartório e o escrevente informou que a certidão foi expedida com erro. Que no livro (um tal livro grande de onde saem as certidões de nascimento), consta dia 04/12 e não 04/10...
-Então o Sr. estaá discutindo comigo minha data de aniversário? É isso? O sr. acha que eu não sei quando eu nasci? (quase gritando)
Senhora, houve um equívoco, seu nascimento é 04/12.
-Tem 23 anos que faço aniversário todo dia 04/10, mesmo meu pai me ligando pra dar parabens do dia 05 ou no dia 03. Eu sempre faço dia 04. Meu RG antigo tá com essa data, minha certidão tbm, a CNH, a OAB, todos meus registros médicos, carteiras de bibliotecas e cadastros de sites ridículos que eu acho que me enviarão algum news-letter bacana, mas que só me enviaram bobagens até hj e não consigo excluir no 'clique aqui caso não queira mais receber esse e-mail". Moço, presta bem atenção no que o sr. tá dizendo. O sr. tá contrariando a minha mãe! (o Poupatempo inteiro olha, já estou aos berros e em prantos- Eu choro mesmo quanto tô puta)
-Infelizmente....
-Faz o seguinte? Liga pra minha mãe, se ela concordar que eu nasci dia 04/12 eu topo. Juro. Aceito e mudo tudo pra essa data. Pago taxas administrativas, tiro mais fotos, pego fila, deixo sujarem meu dedo, minha alma, tudo. Mas minha mãe tem que aceitar. E é o sr que vai convencer Tá feito.
(continua)
...e eu juro pelas minhas cachorras que tudo isso,c ada palavrinha foi dita hj, pro sr. Reinaldo, responsável pelo setor de identificação civil do Poupatempo/Santos-SP.

sábado, 4 de abril de 2009

Eu gostaria muito que a minha criatividade voltasse. Juro.

quinta-feira, 26 de março de 2009

quem fala o que quer...

- Como você pode jogar tanto tempo de namoro no lixo, meu Deus!
-Não joguei não, isso foi você quem fez. Eu só não quero tirar de lá...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Olha o glamour da nega no show dos Los Hermanos.. aham? aham? aham? Viva o casado do namorado! Ps: Nós não conhecemos o japa.

sábado, 21 de março de 2009

E de repente, todo aquele medo de ser feliz foi embora.
Você tava ali.
Fiz faxina no armário.
Tranquei os fantasmas.
Dessa vez do lado de fora.
Coloquei aquele monte de sentimento velho na janela, pra quará.
O sol batia forte.
Ventou
Choveu
E fez sol de novo.
Então tirei todos eles de lá,um a um e reorganizei.
Agora tinha visita na sala.
Junto com o suco de laranja e o bolinho de chuva levei sentimentos. Daqueles pra sentir.
Sentimento pleno, puro, limpo.
Pode vir amor.
Já tô pronta pra andar de mãos dadas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Eu juro que queria escrever.
Mas eu não consigo.
Felicidade definitivamente não inspira.

terça-feira, 10 de março de 2009

O que leva um cidadão a comprar uma moto amarela e ter, como "conjuntin", um capacete da mesma cor?
Não, fala pra mim. Até agora tô tentando digerir a cena bizarra. Sério.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Felicidade é comprar um pacote de Olla extra large (com seis!!!) no final de semana e ver a cara de ódio da balconista.
Ponto.

sábado, 7 de março de 2009

Sái de trás do muro, que eu já não te enxergo assim.
Devolve a fantasia de mulher bem resolvida, ela não combina com você. Não agora, não agora meu bem. É só uma roupa grande num defunto pequeno demais.
Me mostra teus sonhos coloridos.
Me mostra teus sonhos coloridos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pagando calcinha.

Pois é, mico pequeno é bobagem.
Estava eu, toda serelepe com meu vestido novo indo ao fórum. Veja bem, era uma segunda , pós carnaval, 2 horas da tarde.
Some-se a isso, o inferno de quentura que se tornou essa cidade, parecia ter um ventladorzinho ligado , ou seja, todo cristão resolveu ir pra labuta naquele dia.
Voltando. Estava eu na ruazinha lateral do fórum quando de repente, assim, do nada mesmo, bate um puta vento. Numa das mãos alguns processos, na outra, minha bolsa. Adivinha o que aconteceu? Sim, eu paguei calcinha, em pleno centro da cidade. Mais, em pleno centro da cidade, ao lado do fórum e em frente ao meu escritório!
Cara, eu não sabia se largava tudo e segurava o vestido ou se rezava pra ele cobrir minha cara até eu me esconder na Catedral (tem uma Igreja do outro lado da rua, pra melhorar um pouco a situação).
Bom, o vento passou, o vestido baixou e me pus a pensar.
1) Nenhum motoboy assoviou. Bom sinal.
2) O episódio foi tão rápido, mas tão rápido que nem deu pra tirarem foto e colocarem no you tube.
3)O vestido é da C&A, daqueles de R$89,90 que a gente compra em 3X no cartão.
Portanto, devo dizer que não era eu.
Sim, se você viu uma pessoa de vestido verde super comum levantado e calcinha branca (olhando o lado bom: eu tava de calcinha) às duas da tarde, em pleno centro da cidade, não, não era eu.
Juro.

terça-feira, 3 de março de 2009

São sempre as mesmas linhas.
Enfiam-lhe cor pra esconder o cinza da alma.
Vazio.
São sempre os mesmos gritos, tão cheios de razão.
E como é que pode ser diferente?
Monólogos...
O mesmo silêncio, que irrita, afana, enlouquece um pouco mais.
Loucura que não se quer numa terça de sol.
Mas que esta ali, junto com aquela ausência toda.
Falta gente com capacidade de ser. E de estar.
Tudo interpretação.
Teatro barato. Daqueles que a entrada é franca, em alguma peça de estudante na Augusta.
Mas o cartaz é glamuroso.
Engana.
Improviso que vem do desespero. Dá certo até.
Não se sente.
Mas não se trata de cadeiras.
Só de corações.
Um pouco mais despedaçados. Demodês.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Samantha manda dizer que tá feliz.
Para caralho.

Nem sempre o Oscar é injusto...

Valeu os R$5,00 que paguei no Unibanco. Cada centavinho.
Valeu o princípio de barraco com o gerente do cinema, por que a minha carteirinha de estudante não tem a porra do selinho 2009.
Valeu até ouvir a discussão do casal de trás sobre se a pipoca estava "gritando" ou "mugindo", quando na verdade era tudo um simples grunhido em alusão ao Leão da Paramont.
Não resta dúvida que logo mais alguma revista cretina vai levantar dúvidas sobre a sexualidade do moço, haja vista o brilhantismo da interpretação.
Visto e indicado. Mas só pra quem tem olhos de ver, claro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

It's Carnaval!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Morre Sérgio Naya na Bahia.
O diabo mandou preparar o salão nobre do Inferno. Vai ter festa a semana toda!, mas avisa belzebú.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gente chata.

Você entra na perfumaria e vê uma faixa enorme (e um balcão maior ainda) da Claro. A super promoção do mês é gastar R$50,00 na loja e levar um aparelho. Eles só não te dizem que você sairá de lá fidelizada, por um ano, talvez 18 meses. Durante o contrato eles vão cobrar tarifas maiores, tua conta sempre vai vir errada e o atendimento ao cliente é uma merda. Mas, pra que reclamar não? Afinal você ganhou o aparelho vá.
Gente chata. A menina ficou falando um monte do sistema revolucionário da empresa, do pacote de minutos, da promoção traga um amigo e todo aquele bla bla bla. Cara, eu só queria comprar meu lava-calcinhas na santa paz do senhor. Será pedir muito? Acho uma afronta nego me oferecer celular na perfumaria. Sério. O mundo tá mesmo perdido. Lá é lugar de colocar 12 cremes fantásticos pro cabelo na cestinha e depois tirar todos eles no caixa, por que meu cabelo tá ótimo. É lugar de olhar 315 vezes pros vermelhos chocantes da Loreal e não levar nenhum deles pra casa. Estou há 4 anos sem tinta. E ó, é mais fácil achar uma virgem do que uma mulher sem tinta no cabelo. Sério. Lá é lugar de perguntar 50 e doze vezes a mesma coisa pra mulher que fica no setor de maquiagens: "Moça, tem certeza que esse rímel não borra né?". E ter mais certeza ainda que se ela pudesse, ela mesma viria um rímel à prova d'agua, só pra se ver livre de mim.
Lá é lugar de tudo isso. Não de "ganhar" celular.
Ainda tive que ouvir a cidadã dizer: "Mas a senhora tem uma nota de R$50,00, em cinco minutinhos pode levar um celular nov pra casa"
Então tá. Vamo fazer o seguinte. Te dou a minha nota e você leva o celular pra sua mãe. Pronto. Chata pra caralho minha filha!!!!! Não, tá entendendo, nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao quero a porra do celular.
Devia ser crime importunar uma mulher enquanto ela está na perfumaria. Sério.
Crime hediondo, sem direito à progressão de regime.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Eu tenho vontade de ligar pra todos meus amigos e marcar todos os programas do mundo. Só pra apresentar você.
Tenho vontade de ficar horas sentada no sofá ao lado da tua mãe só pra ouvir ela me falar da tua infância, da primeira vez que você caiu no colégio ou então de quando se apaixonou pela menina da 7ª E. É , aquela que usava fundo de garrafa e maria chiquinha.
E todo aquele medo que eu tinha, de ouvir um "eu te amo" sabe? Passou na primeira vez que você falou pra mim. É, naquela viagem, que ventava e tinha vinho e tinha mambo e tinha você. Me dizendo as coisas mais lindas do mundo. Me achando perfeita com teu moletom verde.
Como não me apaixonar por alguém que acha meus pés bonitos?
Como não te achar o futuro pai dos meus filhos, se você faz pipoca doce pra mim?
Como?
Me diz como eu posso contar meias verdades se eu só amo você?
Posso mais não.
Aquela criatura filha da puta, que pregou a infidelidade como meio de manutenção de relacionamentos casuais (ou não), ficou num lugar tão distante que eu nem sei onde é mais. Agora aqui só teu a nora da Dona Ana, embrulhada pra presente e com uma fitinha amarela no dedo.
Sim, o texto é brega mesmo. E não tinha como não ser.
Todo amor do mundo pra nós.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu sorriso e teu caminho.

Então tu me pede pra tirar meu sorriso do teu caminho.
Não, na verdade você não pede. Você nunca pede. Voce grita, esbraveja, ameaça nunca mais falar comigo. Onde já se viu ser tão feliz assim?
Coloco toda a minha felicidade dentro do armário. E olha meu bem, não é pouca coisa não. Mas ela saí, como sapato novo comprado em liquidação. Nunca cabe em canto nenhum. Minha felicidade não tá acostumada com toda aquela vida mal resolvida dentro do armário. Tá certa ela. O amário será doado.
É só felicidade e paz e mansidão e alegria e sorriso e amor e vida. Muita vida. Toda vida.
Até meu cabelo tá melhor.
Então você grita, berra, faz escândalo, se joga na frente do carro.
Eu passo por cima de você.
Eu e toda minha felicidade.
Mas é claro, você não morre, nunca morre.
É preciso estar vivo pra me assombrar.
Mas não vivo de mais. Só um pouco.
Zumbi.
É, zumbi.
É isso que és.
Mas agora honey, já dizia vovó, vá chorar na cama que é lugar quente.
A sua dor é só sua.
Eu não vivo mais o sofrimento de ninguém.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

El manu chao

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

...ausência plena e íntegra de qualquer coisa que eu não sei o que é.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Por que tu tá com essa cara de boba alegre? Ganhou na mega sena é?
Não. Só tô apaixonada.

Será?

A tia do elevador disse que eu tô sempre com coisas diferentes, bonitinhas. (em alusão a minha nova blusa verde de babado da Thais).
Até agora estou pensando se foi elogio. Juro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Por que agora o Lenine é só o Lenine.
E toda aquela inquietação no peito se transformou em saudade.
Saudade que não é de você.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

República das calcinhas

Hoje nós somos em três.
Na verdade cinco, se contarmos as cachorras.
Tem calcinhas pra todo lado. Uma assiste TV, a outra fica na internet e a terceira canta músicas pra Iemanjá enquanto reclama da sombrancelha no espelho do banheiro.
Tem calcinhas pra todo lado. Milhões de sabonetes, cremes, shampoos e roupas. Muitas roupas. É como se ao invés de um, agora eu tivesse três armários.
É só risada sempre.
É divisão da faxina do banheiro, da lista de produto de limpeza, das histórias do final de semana e da alma.
Conselho, conselho, conselho.
Ombro, ombro e ombro.
Até bem pouco tempo eu diria que era ímprovável, pra não dizer impossível, mas hoje eu tenho a república do sonho de qualquer calouro, com a diferença que eu não precisei sair de casa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Todo dia a Jad faz xixi no tapete da vizinha.
Todo dia eu olho e deixo ela fazer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ele canta João Bosco pra mim.
E me acha linda, incrível e fantástica de um modo que nem a minha mãe nunca achou.
E ele é doce.
Mas não enjoa.
E de repente as estrelas e a chuva e o tempo bom são apenas detalhes na noite do mesmo lugar.
E eu penso que tá tudo errado.
Mas nunca esteve tão certo.
E penso também em chamá-lo pra Terra do Nunca.
Mas não posso.
Ele é o super herói de mais algúem.
Alguém que me acha a Jade.
Até a moral e os bons costumes é apenas uma questão de encantamento.
Me perco.
Te encontro.
Me perco de novo.
E então, todo esse texto sem sentido, fará você sorrir.
Só sorrisos e café.
Sem a moça boicotada da festa particular.
Nada que eu faça por medo é virtude, nada que eu faça por amor é pecado. (JB)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ela só queria alguém que entendesse seus sonhos
Que dissesse palavras fáceis
Que nunca lhe trouxesse dor

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

...Um girassol nos seus cabelos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sibutramina.

Nunca me importou o fato de ela ser vendida em caixas com tarja preta, sob prescrição médica, com receita controlada. Também nunca fez diferença nenhuma todos os especialistas dizerem e as revistas especializadas alertarem sobre os malefícios do consumo em excesso, sem orientação. Acredito que nem o próprio Papa me faria mudar de idéia. A sibutramina era eu amor, meu ódio, minha angústia e minha libertação. Era meu vício. Só meu. Afinal, ninguém sabia que eu consumia dois sagrados comprimidos por dia. Óbvio. Eles ficavam num vidrinho de homeopatia, vidrinho esse que eu jurava ser um inocente remédio natural pra cólica. Eu sempre fui muito criativa. Pois é. Minha dependência durou mais de um ano. Dias e dias sem comer. Ância, tontura, dor de cabeça e ausência total de fome. Os sintomas físicos não chegavam nem perto dos emocionais. Eu vivia irritada,chorava fácil, tinha vontade de matar as pessoas (sério). E então tudo mudava de repente. Eu ficava alegre, agitada, com pique pra fazer mil coisas. Nessa época não raro eu chegava da faculdade e após 16h na rua (8 trabalhando e 4 estudando) eu ia limpar a casa. Lavar o banheiro era terapia. Eu esfregava os espacinhos entre os azulejos com uma escova de dente velha e pensava, não nego, que alguma coisa não iam bem. Pessoas normais comeriam e iriam dormir. Eu não Eu limpava o banheiro, o espacinho entre o azulejo com a escova de dente velha. Eu tava magra, muito magra. Mas não comia. Uma simples barra de chocolate devorada num momento de distração me fazia chorar por horas, embaixo do chuveiro. E aí,bom, aí eu não saía de casa, afinal eu estava gorda. Muito gorda por causa do chocolate. O fornecimento da bolinha mágica vinha do Rio, de um amigo antigo e muito querido que, claro, como todos os outros não sabia de todo esse descompasso que eu vivia dentro de mim. Ele achava que "era coisa de mulher" e liberava a cada 15 dias mais uma caixa. Às vezes elas vinham por sedex, quatro de uma vez só. E eu ficava feliz, e saía, e dizia eu te amo pra todo mundo que eu queria matar horas atrás. Eu nunca usei drogas (fora a sibutramina), mas creio que esse deva ser o ápice do sujeito que consome cocaína. Ver a droga ali, toda pra você. Como não ser feliz com 4 quatro caixas de Desoded em casa? Elas eram minha paz. Eu vivi assim por muito tempo. Alheia a realidade das coisas. O remédio mexia a tal ponto com meu humor que eu não me dava conta de muitas coisas que se passavam ao meu lado. Era uma tentativa tão desesperada de sobreviver à ele (e com ele), que não sobrava tempo pro resto todo. (continua)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Antigamente eu podia chamar a tia, dizer que não tava conseguindo colorir sozinha.
Agora? Agora inventaram a tal da teleconferência e nem dá mole pro professor gatão grisalho eu posso mais.
Definitivamente tá foda.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eram mais de três.
Ele deu sorte.
Tomei banho, preguiça e Saramago. Não teve como sair.
Eram mais de três.
O porteiro avisou. Era ele
Não deu tempo de pedir pra dizer que eu mudei, que morri ou que estava na Tailândia.
Me limito a um "pode subir".
Falta a voz. Maldito efeito surpresa.
Ele sobe.
Nesses dois minutos que o separam da porta de casa, enquanto escuto o barulho do elevador subir, penso em como agir, o que falar, não falar e se a calcinha é preta. Ele gosta de calcinha preta. Troco.
Ele entra e me beija. E me beija mais. E me beija mais.
Solta meu cabelo.
Tira minha calcinha. Agora preta.
Tudo isso sem oi.
Sem tudo bem.
Sem como vai você.
Não há meias palavras,nem desculpas. Só amor.
Todo amor do mundo sempre.
E então ele daz o que tem melhor. O binômio.
Lingua e o que há embaixo das minhas saias.
Combinação perfeita.
Ele está de joelhos.
Me chupa, me chupa e me chupa mais.
E me chupa.
E de novo.
E mais.
Transamos.
Trepamos.
E fazemos amor.
Acho que pela primeira vez na minha vida eu rezei depois de gozar.
Peço a Deus pra que ele vá embora mudo. Do mesmo jeito que entrou.
Não quero lembrar que dormi com ele tantos dias, que procuramos apartamento na internet, que conheço a família inteira e os amigos, na posição de futura esposa, de mãe dos filhos dele.
Não, não quero lembrar disso tudo.
Pelo amor de Deus não.
Rezo de novo.
Me sinto uma herege.
Mas Deus tá de férias, de folga, ou de sacanagem mesmo.
Ele não só não vai embora como acende um cigarro.
Pede comida chinesa.
E rolinhos primavera pra mim.
Reclamo do meu biscoito da sorte que veio quebrado.
Sem me dar conta que o maior milagre da vida tá ali.
Deitado, fumando e mechendo no meu celular.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bote um óculos escuros.
Desfile sua bunda dura por aí.

Apenas um bom motivo.

Sabe quando alguém diz "Me dá três bons motivos pra eu fazer isso/aquilo/aquilo outro pra você". Tipica coisa de mãe, sabe?
Hoje eu diria apenas um. Eu me depilo com cera quente! Sério, acho agora que tenho desculpa pra qualquer coisa na vida.
Pense bem.
Ontem foi dia de ir na Marli. Depiladora e carrasca que me acompanha a uns bons anos.
A cena era a seguinte.
Samantha de calcinha microscópica. Por que é esse o modelo que se usa quando vc pretende "fazer a virilha". Sim senhores, aquelas virilhas lisinhas que vocês encontram na sexta feira, deram muito trabalho na quinta e justificam qualquer crise existencial se acaso ela for trocada por um jogo de futebol não programado, apenas pra adiantar o do domingo. Pois é. Tudo em mulher tem uma lógica. E como eu sou uma santa criatura, vou dividir parte dela com a humanidade.
Voltando.
Calcinha microscópica vermelha (as outras estavam sujas. Só lavo roupa aos sábados. Não raro na sexta desenterro calcinhas estranhas. Ora uma de bichinho, ora uma vermelha matadora e por aí vai). Cera quente pra cá, cera quente pra lá. A boca da bichinha bezuntada daquela merda toda. Começo a pensar que eu nunca mais deveria dar na minha vida. Assim poderia viver peluda e pronto. Ou então ficar mesmo a lá Ohanna. Sei lá. Qualquer coisa que me livrasse da seção (ou seria sessão? sesão?) tortura mensal.
Mas como não tenho coragem nem pra uma coisa, nem pra outra, aguento o martírio.
A pior parte ainda está por vir.
Sim, tem coisa pior que cera quente na região definida pelo guia de reprodução humana como "grandes lábios". Cera quente no rabo.
Sim, atire a primeira pedra a mulher que nunca depilou lá. É, lá mesmo.
Eu nunca tive nenhum problema com meu próprio cú. Ele é meu e faço dele o que quiser. Pago minhas contas, sou maior e vacinada né não?
Eu lembro que mesmo na faculdade, quando rolavam aquelas "roda da verdade", falar em sexo anal era um tabu. Mulher assumir que faz então, nem pensar. Santas imaculadas! Eu nunca me importei em assumir isso, nem assumir que já beijei mulher, que quero transar com dois homens, nada nada. Sabe por que? Eu sou isso. E quem quiser gostar, vai gostar assim. Não vai levar meia verdade. Por que meia verdade é mentira inteira. (Nesse momento penso que minha amiga Vanessa pode ler essa merda toda. Penso em apagar tudo. Mas ela não. Ela é grande o suficiente pra entender, senão, pra aceitar. No dia em que eu deixar de escrever o que quero pra que alguém não leia, deleto o blog. Não terá mais sentido mesmo).
Enfim, a questão é o rabo e a cera.
De repente você passa da posição frango assado, método tradicional de depilação da virinha e fica de cócoras. Com uma mãe segura uma banda da bunda e a calcinha. Na outra, a outra banda e no meio, nem preciso falar. Mais cera! Imagina. Coisa linda não?
Bom, depois de todo esse sofrimento e de ter uma mulher que te toca mais do que qualquer homem, a porra da calcinha gruda nos pedacinhos de cera e dói pra caramba tirar no banho depois.
Isso tudo foi só pra dizer que eu posso fazer qualquer merda.
Eu me depilo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Conversa entre irmãs.

-Ai Samantha, quando vcs vão sair desse "não fode e não sái de cima?"
-Antes eu tivesse a primeira opção...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo Ano.

É claro que eu desejo coisas boas, vibrações positivas e toda aquela parafernália de sentimentos que me mandam todo final de ano por email e mensagem de celular.
O que não dá é pra acreditar que vai mudar tudo de um dia pro outro, como num passe de mágica. No dia 31 eu durmo filha da puta e pronto! Dia 01 lá estou eu, uma boa pessoa, cheia de amor ao próximo. Não, não dá mesmo. Não sou tão boa assim.
Infelizmente eu sou demasiadamente cética pra certas coisas. Vagabundo faz sacolinha de natal (1 vez por ano!!!) e acha que comprou o bilhete de entrada no céu. Sem escalas, claro.
E o resto do ano todinho? Ele trata mal o jornaleiro, a moça do caixa da padaria, os velhinhos que não atravessam a rua mais rápido (...)
Eu continuo a mesma.
Continuo pragramando dietas mirabolantes pra segunda. Como uma barra de hersheys inteirinha sozinha na quarta. Justifico com o excesso de trabalho. "Vai lá Samantha. Você trabalha pra caralho". E pronto. Como em paz.
Continuo preferindo cachorros à pessoas.
Continuo com meus mil amores, mesmo tendo o coração vazio.
Continuo detestanto lavar banheiro e passar lustra móveis , mas faço tudo isso. Quando você mora sozinha, até barata se aprende a matar. Quando eu tinha mãe em casa, me dava ao luxo de gritar, me trancar em algum cômodo bem longe da bicha e implorar pra minha mãe matar ela logo. Hoje dou risada quando lembro.
Continuo indo ao Sesc, vendo milhares de cursos e coisas e não fazendo nada. A desculpa é a mesma do chocolate. Aliás, eu sou uma pessoa que se auto desculpa muito bem. Eu justifico tudo. Todas as minhas merdas são perfeitamente explicáveis no meu sistema inquisitório.
Continuo egoísta, passional, insensível e blassé. Definitivamente muito blassé.
A virada não me mudou.
Eu tenho feito o melhor pra mudar ,senão todos os dias, pelo menos quando a vida exige.
Desejo o mesmo ao Universo.
Mudança plena, constante, lenta.
Que é pra não correr o risco de errar alguma placa.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Minha vó dizia que sai na urina.
Acho então que ando fazendo pouco xixi.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Conversas de fim de ano (e de noite)

Samantha, que tu pediu de ano novo?
E se pede no ano novo também?
Lógico, Natal E ano novo.
Ótimo. Vou pensar então. Espera.
***
Pronto.
Que tu pediu?
Um homem.
PORRA! mas tu tem tantos...
Pois é, é que eu já tinha pedido todas as coisas boas no Natal.
Minha mãe, prazer.
"Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercada só do que me interessa"
Lenine