quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

It's Carnaval!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Morre Sérgio Naya na Bahia.
O diabo mandou preparar o salão nobre do Inferno. Vai ter festa a semana toda!, mas avisa belzebú.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gente chata.

Você entra na perfumaria e vê uma faixa enorme (e um balcão maior ainda) da Claro. A super promoção do mês é gastar R$50,00 na loja e levar um aparelho. Eles só não te dizem que você sairá de lá fidelizada, por um ano, talvez 18 meses. Durante o contrato eles vão cobrar tarifas maiores, tua conta sempre vai vir errada e o atendimento ao cliente é uma merda. Mas, pra que reclamar não? Afinal você ganhou o aparelho vá.
Gente chata. A menina ficou falando um monte do sistema revolucionário da empresa, do pacote de minutos, da promoção traga um amigo e todo aquele bla bla bla. Cara, eu só queria comprar meu lava-calcinhas na santa paz do senhor. Será pedir muito? Acho uma afronta nego me oferecer celular na perfumaria. Sério. O mundo tá mesmo perdido. Lá é lugar de colocar 12 cremes fantásticos pro cabelo na cestinha e depois tirar todos eles no caixa, por que meu cabelo tá ótimo. É lugar de olhar 315 vezes pros vermelhos chocantes da Loreal e não levar nenhum deles pra casa. Estou há 4 anos sem tinta. E ó, é mais fácil achar uma virgem do que uma mulher sem tinta no cabelo. Sério. Lá é lugar de perguntar 50 e doze vezes a mesma coisa pra mulher que fica no setor de maquiagens: "Moça, tem certeza que esse rímel não borra né?". E ter mais certeza ainda que se ela pudesse, ela mesma viria um rímel à prova d'agua, só pra se ver livre de mim.
Lá é lugar de tudo isso. Não de "ganhar" celular.
Ainda tive que ouvir a cidadã dizer: "Mas a senhora tem uma nota de R$50,00, em cinco minutinhos pode levar um celular nov pra casa"
Então tá. Vamo fazer o seguinte. Te dou a minha nota e você leva o celular pra sua mãe. Pronto. Chata pra caralho minha filha!!!!! Não, tá entendendo, nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao quero a porra do celular.
Devia ser crime importunar uma mulher enquanto ela está na perfumaria. Sério.
Crime hediondo, sem direito à progressão de regime.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Eu tenho vontade de ligar pra todos meus amigos e marcar todos os programas do mundo. Só pra apresentar você.
Tenho vontade de ficar horas sentada no sofá ao lado da tua mãe só pra ouvir ela me falar da tua infância, da primeira vez que você caiu no colégio ou então de quando se apaixonou pela menina da 7ª E. É , aquela que usava fundo de garrafa e maria chiquinha.
E todo aquele medo que eu tinha, de ouvir um "eu te amo" sabe? Passou na primeira vez que você falou pra mim. É, naquela viagem, que ventava e tinha vinho e tinha mambo e tinha você. Me dizendo as coisas mais lindas do mundo. Me achando perfeita com teu moletom verde.
Como não me apaixonar por alguém que acha meus pés bonitos?
Como não te achar o futuro pai dos meus filhos, se você faz pipoca doce pra mim?
Como?
Me diz como eu posso contar meias verdades se eu só amo você?
Posso mais não.
Aquela criatura filha da puta, que pregou a infidelidade como meio de manutenção de relacionamentos casuais (ou não), ficou num lugar tão distante que eu nem sei onde é mais. Agora aqui só teu a nora da Dona Ana, embrulhada pra presente e com uma fitinha amarela no dedo.
Sim, o texto é brega mesmo. E não tinha como não ser.
Todo amor do mundo pra nós.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu sorriso e teu caminho.

Então tu me pede pra tirar meu sorriso do teu caminho.
Não, na verdade você não pede. Você nunca pede. Voce grita, esbraveja, ameaça nunca mais falar comigo. Onde já se viu ser tão feliz assim?
Coloco toda a minha felicidade dentro do armário. E olha meu bem, não é pouca coisa não. Mas ela saí, como sapato novo comprado em liquidação. Nunca cabe em canto nenhum. Minha felicidade não tá acostumada com toda aquela vida mal resolvida dentro do armário. Tá certa ela. O amário será doado.
É só felicidade e paz e mansidão e alegria e sorriso e amor e vida. Muita vida. Toda vida.
Até meu cabelo tá melhor.
Então você grita, berra, faz escândalo, se joga na frente do carro.
Eu passo por cima de você.
Eu e toda minha felicidade.
Mas é claro, você não morre, nunca morre.
É preciso estar vivo pra me assombrar.
Mas não vivo de mais. Só um pouco.
Zumbi.
É, zumbi.
É isso que és.
Mas agora honey, já dizia vovó, vá chorar na cama que é lugar quente.
A sua dor é só sua.
Eu não vivo mais o sofrimento de ninguém.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

El manu chao

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

...ausência plena e íntegra de qualquer coisa que eu não sei o que é.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Por que tu tá com essa cara de boba alegre? Ganhou na mega sena é?
Não. Só tô apaixonada.

Será?

A tia do elevador disse que eu tô sempre com coisas diferentes, bonitinhas. (em alusão a minha nova blusa verde de babado da Thais).
Até agora estou pensando se foi elogio. Juro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Por que agora o Lenine é só o Lenine.
E toda aquela inquietação no peito se transformou em saudade.
Saudade que não é de você.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

República das calcinhas

Hoje nós somos em três.
Na verdade cinco, se contarmos as cachorras.
Tem calcinhas pra todo lado. Uma assiste TV, a outra fica na internet e a terceira canta músicas pra Iemanjá enquanto reclama da sombrancelha no espelho do banheiro.
Tem calcinhas pra todo lado. Milhões de sabonetes, cremes, shampoos e roupas. Muitas roupas. É como se ao invés de um, agora eu tivesse três armários.
É só risada sempre.
É divisão da faxina do banheiro, da lista de produto de limpeza, das histórias do final de semana e da alma.
Conselho, conselho, conselho.
Ombro, ombro e ombro.
Até bem pouco tempo eu diria que era ímprovável, pra não dizer impossível, mas hoje eu tenho a república do sonho de qualquer calouro, com a diferença que eu não precisei sair de casa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Todo dia a Jad faz xixi no tapete da vizinha.
Todo dia eu olho e deixo ela fazer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ele canta João Bosco pra mim.
E me acha linda, incrível e fantástica de um modo que nem a minha mãe nunca achou.
E ele é doce.
Mas não enjoa.
E de repente as estrelas e a chuva e o tempo bom são apenas detalhes na noite do mesmo lugar.
E eu penso que tá tudo errado.
Mas nunca esteve tão certo.
E penso também em chamá-lo pra Terra do Nunca.
Mas não posso.
Ele é o super herói de mais algúem.
Alguém que me acha a Jade.
Até a moral e os bons costumes é apenas uma questão de encantamento.
Me perco.
Te encontro.
Me perco de novo.
E então, todo esse texto sem sentido, fará você sorrir.
Só sorrisos e café.
Sem a moça boicotada da festa particular.
Nada que eu faça por medo é virtude, nada que eu faça por amor é pecado. (JB)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ela só queria alguém que entendesse seus sonhos
Que dissesse palavras fáceis
Que nunca lhe trouxesse dor

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

...Um girassol nos seus cabelos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sibutramina.

Nunca me importou o fato de ela ser vendida em caixas com tarja preta, sob prescrição médica, com receita controlada. Também nunca fez diferença nenhuma todos os especialistas dizerem e as revistas especializadas alertarem sobre os malefícios do consumo em excesso, sem orientação. Acredito que nem o próprio Papa me faria mudar de idéia. A sibutramina era eu amor, meu ódio, minha angústia e minha libertação. Era meu vício. Só meu. Afinal, ninguém sabia que eu consumia dois sagrados comprimidos por dia. Óbvio. Eles ficavam num vidrinho de homeopatia, vidrinho esse que eu jurava ser um inocente remédio natural pra cólica. Eu sempre fui muito criativa. Pois é. Minha dependência durou mais de um ano. Dias e dias sem comer. Ância, tontura, dor de cabeça e ausência total de fome. Os sintomas físicos não chegavam nem perto dos emocionais. Eu vivia irritada,chorava fácil, tinha vontade de matar as pessoas (sério). E então tudo mudava de repente. Eu ficava alegre, agitada, com pique pra fazer mil coisas. Nessa época não raro eu chegava da faculdade e após 16h na rua (8 trabalhando e 4 estudando) eu ia limpar a casa. Lavar o banheiro era terapia. Eu esfregava os espacinhos entre os azulejos com uma escova de dente velha e pensava, não nego, que alguma coisa não iam bem. Pessoas normais comeriam e iriam dormir. Eu não Eu limpava o banheiro, o espacinho entre o azulejo com a escova de dente velha. Eu tava magra, muito magra. Mas não comia. Uma simples barra de chocolate devorada num momento de distração me fazia chorar por horas, embaixo do chuveiro. E aí,bom, aí eu não saía de casa, afinal eu estava gorda. Muito gorda por causa do chocolate. O fornecimento da bolinha mágica vinha do Rio, de um amigo antigo e muito querido que, claro, como todos os outros não sabia de todo esse descompasso que eu vivia dentro de mim. Ele achava que "era coisa de mulher" e liberava a cada 15 dias mais uma caixa. Às vezes elas vinham por sedex, quatro de uma vez só. E eu ficava feliz, e saía, e dizia eu te amo pra todo mundo que eu queria matar horas atrás. Eu nunca usei drogas (fora a sibutramina), mas creio que esse deva ser o ápice do sujeito que consome cocaína. Ver a droga ali, toda pra você. Como não ser feliz com 4 quatro caixas de Desoded em casa? Elas eram minha paz. Eu vivi assim por muito tempo. Alheia a realidade das coisas. O remédio mexia a tal ponto com meu humor que eu não me dava conta de muitas coisas que se passavam ao meu lado. Era uma tentativa tão desesperada de sobreviver à ele (e com ele), que não sobrava tempo pro resto todo. (continua)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Antigamente eu podia chamar a tia, dizer que não tava conseguindo colorir sozinha.
Agora? Agora inventaram a tal da teleconferência e nem dá mole pro professor gatão grisalho eu posso mais.
Definitivamente tá foda.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eram mais de três.
Ele deu sorte.
Tomei banho, preguiça e Saramago. Não teve como sair.
Eram mais de três.
O porteiro avisou. Era ele
Não deu tempo de pedir pra dizer que eu mudei, que morri ou que estava na Tailândia.
Me limito a um "pode subir".
Falta a voz. Maldito efeito surpresa.
Ele sobe.
Nesses dois minutos que o separam da porta de casa, enquanto escuto o barulho do elevador subir, penso em como agir, o que falar, não falar e se a calcinha é preta. Ele gosta de calcinha preta. Troco.
Ele entra e me beija. E me beija mais. E me beija mais.
Solta meu cabelo.
Tira minha calcinha. Agora preta.
Tudo isso sem oi.
Sem tudo bem.
Sem como vai você.
Não há meias palavras,nem desculpas. Só amor.
Todo amor do mundo sempre.
E então ele daz o que tem melhor. O binômio.
Lingua e o que há embaixo das minhas saias.
Combinação perfeita.
Ele está de joelhos.
Me chupa, me chupa e me chupa mais.
E me chupa.
E de novo.
E mais.
Transamos.
Trepamos.
E fazemos amor.
Acho que pela primeira vez na minha vida eu rezei depois de gozar.
Peço a Deus pra que ele vá embora mudo. Do mesmo jeito que entrou.
Não quero lembrar que dormi com ele tantos dias, que procuramos apartamento na internet, que conheço a família inteira e os amigos, na posição de futura esposa, de mãe dos filhos dele.
Não, não quero lembrar disso tudo.
Pelo amor de Deus não.
Rezo de novo.
Me sinto uma herege.
Mas Deus tá de férias, de folga, ou de sacanagem mesmo.
Ele não só não vai embora como acende um cigarro.
Pede comida chinesa.
E rolinhos primavera pra mim.
Reclamo do meu biscoito da sorte que veio quebrado.
Sem me dar conta que o maior milagre da vida tá ali.
Deitado, fumando e mechendo no meu celular.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bote um óculos escuros.
Desfile sua bunda dura por aí.