segunda-feira, 13 de abril de 2009

Era o mesmo cheiro.
E eu lembrei que não gostava do teu beijo com gosto de cigarro.
Nem do sexo com você.
Eu pulava, pulava, pulava e você sempre gozava, gozava, gozava. (antes da hora.)
É, acho que eu queria muito te dizer que você trepa mal pra caralho. Aliás, queria anunciar no orkut que eu não tenho. Botar teu nome e sobrenome. Mas eu sou fina. Mulheres finas não fazem isso. Só pensam e botam no blog essa merda toda, numa segunda cheia de trabalho e eventos e boxe e reuniões chatas e sorrisos amarelos e bunda dura e a minha falta de sono.
Lembrei das desculpas ridículas pra não sair no domingo.
Lembrei do quanto eu te odiava aos domingos. Você e aquele escondidinho ridículo pra me comprar. E comprova mesmo. Merda, me vendi por dois anos e meio pra um escondidinho. Puta que pariu, eu valho um punhado de carne seca com mandioca e requeijão barato.
Eu vi tua mensagem, teu desespero.
Eu ri sozinha.
E ainda tô rindo.
E indo dormir.
Mesmo sem sono.
Por que você não vale mais que um texto insone.

domingo, 12 de abril de 2009

É...Agora só vem mesmo o moço do carro vermelho né?
É João, só ele.
Antes tinha o do carro preto, que vinha sempre. E o do prata. Os dois prata né?
Agora não tem mais João...
É, eu sei, ce sabe como é porteiro né? A gente nem qué vê sabe? Mais aí tá aqui, tem que abrir o portão, vê mesmo, ce sabe...
Sei, claro.
Mas ó, queria dizer que a sra. tá mais bonita. Tá mais magra, a pele, o cabelo, com todo o respeito sabe? Que eu tenho idade pra ser seu pai e até tenho uma filha da idade da sra., mas a sra. tá mais bonita.
Obrigada João. Você acha que tudo isso é por causa do moço do carro vermelho?
Não, não é por causa daqueles carros que não vem mais.
Sem dúvida, a coisa mais inteligente que ouvi nos últimos tempos.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Moço, eu nasci em Outubro!

"Puta que pariu. Eu devo ter ficado louca. Isso um dia ia acontecer. É praga da minha irmã, só pode. Meu Deus, eu fiquei louca. Louca, louca, louca, pinel mesmo." (pensei nisso por uns 20 minutos, ININTERRUPTOS)
***
Era só o que eu conseguia pensar.
Cára (o texto é meu, portanto acentuo onde eu quiser e foda-se a porra da mudança gramatical de merda. Só com o acento dá pra sonorizar a minha indignação), não só erraram minha data de nascimento (sim, a data de nascimento, você não leu errado não) como ainda querem me convencer que nasci em Dezembro! Se não fosse eu mesma lá, jamais acreditaria no que se sucedeu.
Pois bem.
Dirijo-me ao Poupatempo. Fica do ladinho do escritório, até posso ver o dito-cujo da janela.
Todo mundo fala que é um belezura e por que é que comigo não havia de ser? Hein?
Prometi que dessa vez não iria falar mal do sistema, praguejar a democracia, a república (ambas com letras minúsculas, claro), nem dizer em alto e bom tom que odeio tudo que seja oriundo do funcionalismo público, corrompido pela burocracia famigerada dos pseudo-burgueses.
Jurei e tava jurado.
Fui lá, levei os documentos, peguei a fila, tirei foto, deixei moça lambuzar todos os meus dedos. Feliz da vida. Sim.
Jurei e tava jurado.
Fizeram perguntas, respondi. Mesmo as idiotas, frise-se, sem objeção.
Não questionei o sistema de senhas, nesni tendo certeza que ele chamou um monte de gente na minha frente.
Não, não fiz nada disso. Jurei e tava jurado.
Na retirada do RG, notei que a data de nascimento (!!!) estava errada. No stress. Acontece. É muito trabalho, pouca gente. Vamos lá Samantha, concentra, não fala mal. Isso Samantha, sorria, fala pra moça, delicada, que a data de nascimento da errada. Isso, vai lá. É, elogia o cabelo loiro dela, é, finge que não viu a raiz preta.
***
Mas é claro que não poderia ser tão simples assim. A cidadã exigia minha certidão de nascimento (ORIGINAL), muito embora eu tivesse entregue a cópia e mostrado a original, tudo de acordo com os documentos exigidos, para obter apenas e tão somente meu sagrado direito a ser identificada. Mas ela queria de novo, queria por querer. Pedi pra falar com o superior dela. Com cara de nojo e aquele cabelo meio preto e meio loiro (com uma borboleta brilhante- Como confiar em alguém que usa aquilo depois dos 12?) ela me pediu "um minutinho".
(começo a ficar irritada)
Vinte minutos depois o (in)responsável veio conversar comigo.
Começo todo o discurso de novo, informando que meu RG estava com a data de nascimento errada, que eu tinha em mãos a CNH e a carteira da OAB, ambas originais, e com foto e comprovando quando eu nasci e tudo o mais.
Sem sucesso. Dessa vez, a afirmação era mais contundente, e na certeza do pobre Reinaldo (nome do moço) me faria ir embora, levar a droga do meu problema pra outro órgão público, claro.
****
-Olha moça, a senhora nasceu mesmo no dia 04/12.
-Aham?
-É pois, é, ligamos no cartório e o escrevente informou que a certidão foi expedida com erro. Que no livro (um tal livro grande de onde saem as certidões de nascimento), consta dia 04/12 e não 04/10...
-Então o Sr. estaá discutindo comigo minha data de aniversário? É isso? O sr. acha que eu não sei quando eu nasci? (quase gritando)
Senhora, houve um equívoco, seu nascimento é 04/12.
-Tem 23 anos que faço aniversário todo dia 04/10, mesmo meu pai me ligando pra dar parabens do dia 05 ou no dia 03. Eu sempre faço dia 04. Meu RG antigo tá com essa data, minha certidão tbm, a CNH, a OAB, todos meus registros médicos, carteiras de bibliotecas e cadastros de sites ridículos que eu acho que me enviarão algum news-letter bacana, mas que só me enviaram bobagens até hj e não consigo excluir no 'clique aqui caso não queira mais receber esse e-mail". Moço, presta bem atenção no que o sr. tá dizendo. O sr. tá contrariando a minha mãe! (o Poupatempo inteiro olha, já estou aos berros e em prantos- Eu choro mesmo quanto tô puta)
-Infelizmente....
-Faz o seguinte? Liga pra minha mãe, se ela concordar que eu nasci dia 04/12 eu topo. Juro. Aceito e mudo tudo pra essa data. Pago taxas administrativas, tiro mais fotos, pego fila, deixo sujarem meu dedo, minha alma, tudo. Mas minha mãe tem que aceitar. E é o sr que vai convencer Tá feito.
(continua)
...e eu juro pelas minhas cachorras que tudo isso,c ada palavrinha foi dita hj, pro sr. Reinaldo, responsável pelo setor de identificação civil do Poupatempo/Santos-SP.

sábado, 4 de abril de 2009

Eu gostaria muito que a minha criatividade voltasse. Juro.

quinta-feira, 26 de março de 2009

quem fala o que quer...

- Como você pode jogar tanto tempo de namoro no lixo, meu Deus!
-Não joguei não, isso foi você quem fez. Eu só não quero tirar de lá...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Olha o glamour da nega no show dos Los Hermanos.. aham? aham? aham? Viva o casado do namorado! Ps: Nós não conhecemos o japa.

sábado, 21 de março de 2009

E de repente, todo aquele medo de ser feliz foi embora.
Você tava ali.
Fiz faxina no armário.
Tranquei os fantasmas.
Dessa vez do lado de fora.
Coloquei aquele monte de sentimento velho na janela, pra quará.
O sol batia forte.
Ventou
Choveu
E fez sol de novo.
Então tirei todos eles de lá,um a um e reorganizei.
Agora tinha visita na sala.
Junto com o suco de laranja e o bolinho de chuva levei sentimentos. Daqueles pra sentir.
Sentimento pleno, puro, limpo.
Pode vir amor.
Já tô pronta pra andar de mãos dadas.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Eu juro que queria escrever.
Mas eu não consigo.
Felicidade definitivamente não inspira.

terça-feira, 10 de março de 2009

O que leva um cidadão a comprar uma moto amarela e ter, como "conjuntin", um capacete da mesma cor?
Não, fala pra mim. Até agora tô tentando digerir a cena bizarra. Sério.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Felicidade é comprar um pacote de Olla extra large (com seis!!!) no final de semana e ver a cara de ódio da balconista.
Ponto.

sábado, 7 de março de 2009

Sái de trás do muro, que eu já não te enxergo assim.
Devolve a fantasia de mulher bem resolvida, ela não combina com você. Não agora, não agora meu bem. É só uma roupa grande num defunto pequeno demais.
Me mostra teus sonhos coloridos.
Me mostra teus sonhos coloridos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Pagando calcinha.

Pois é, mico pequeno é bobagem.
Estava eu, toda serelepe com meu vestido novo indo ao fórum. Veja bem, era uma segunda , pós carnaval, 2 horas da tarde.
Some-se a isso, o inferno de quentura que se tornou essa cidade, parecia ter um ventladorzinho ligado , ou seja, todo cristão resolveu ir pra labuta naquele dia.
Voltando. Estava eu na ruazinha lateral do fórum quando de repente, assim, do nada mesmo, bate um puta vento. Numa das mãos alguns processos, na outra, minha bolsa. Adivinha o que aconteceu? Sim, eu paguei calcinha, em pleno centro da cidade. Mais, em pleno centro da cidade, ao lado do fórum e em frente ao meu escritório!
Cara, eu não sabia se largava tudo e segurava o vestido ou se rezava pra ele cobrir minha cara até eu me esconder na Catedral (tem uma Igreja do outro lado da rua, pra melhorar um pouco a situação).
Bom, o vento passou, o vestido baixou e me pus a pensar.
1) Nenhum motoboy assoviou. Bom sinal.
2) O episódio foi tão rápido, mas tão rápido que nem deu pra tirarem foto e colocarem no you tube.
3)O vestido é da C&A, daqueles de R$89,90 que a gente compra em 3X no cartão.
Portanto, devo dizer que não era eu.
Sim, se você viu uma pessoa de vestido verde super comum levantado e calcinha branca (olhando o lado bom: eu tava de calcinha) às duas da tarde, em pleno centro da cidade, não, não era eu.
Juro.

terça-feira, 3 de março de 2009

São sempre as mesmas linhas.
Enfiam-lhe cor pra esconder o cinza da alma.
Vazio.
São sempre os mesmos gritos, tão cheios de razão.
E como é que pode ser diferente?
Monólogos...
O mesmo silêncio, que irrita, afana, enlouquece um pouco mais.
Loucura que não se quer numa terça de sol.
Mas que esta ali, junto com aquela ausência toda.
Falta gente com capacidade de ser. E de estar.
Tudo interpretação.
Teatro barato. Daqueles que a entrada é franca, em alguma peça de estudante na Augusta.
Mas o cartaz é glamuroso.
Engana.
Improviso que vem do desespero. Dá certo até.
Não se sente.
Mas não se trata de cadeiras.
Só de corações.
Um pouco mais despedaçados. Demodês.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

A Samantha manda dizer que tá feliz.
Para caralho.

Nem sempre o Oscar é injusto...

Valeu os R$5,00 que paguei no Unibanco. Cada centavinho.
Valeu o princípio de barraco com o gerente do cinema, por que a minha carteirinha de estudante não tem a porra do selinho 2009.
Valeu até ouvir a discussão do casal de trás sobre se a pipoca estava "gritando" ou "mugindo", quando na verdade era tudo um simples grunhido em alusão ao Leão da Paramont.
Não resta dúvida que logo mais alguma revista cretina vai levantar dúvidas sobre a sexualidade do moço, haja vista o brilhantismo da interpretação.
Visto e indicado. Mas só pra quem tem olhos de ver, claro.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

It's Carnaval!

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Morre Sérgio Naya na Bahia.
O diabo mandou preparar o salão nobre do Inferno. Vai ter festa a semana toda!, mas avisa belzebú.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Gente chata.

Você entra na perfumaria e vê uma faixa enorme (e um balcão maior ainda) da Claro. A super promoção do mês é gastar R$50,00 na loja e levar um aparelho. Eles só não te dizem que você sairá de lá fidelizada, por um ano, talvez 18 meses. Durante o contrato eles vão cobrar tarifas maiores, tua conta sempre vai vir errada e o atendimento ao cliente é uma merda. Mas, pra que reclamar não? Afinal você ganhou o aparelho vá.
Gente chata. A menina ficou falando um monte do sistema revolucionário da empresa, do pacote de minutos, da promoção traga um amigo e todo aquele bla bla bla. Cara, eu só queria comprar meu lava-calcinhas na santa paz do senhor. Será pedir muito? Acho uma afronta nego me oferecer celular na perfumaria. Sério. O mundo tá mesmo perdido. Lá é lugar de colocar 12 cremes fantásticos pro cabelo na cestinha e depois tirar todos eles no caixa, por que meu cabelo tá ótimo. É lugar de olhar 315 vezes pros vermelhos chocantes da Loreal e não levar nenhum deles pra casa. Estou há 4 anos sem tinta. E ó, é mais fácil achar uma virgem do que uma mulher sem tinta no cabelo. Sério. Lá é lugar de perguntar 50 e doze vezes a mesma coisa pra mulher que fica no setor de maquiagens: "Moça, tem certeza que esse rímel não borra né?". E ter mais certeza ainda que se ela pudesse, ela mesma viria um rímel à prova d'agua, só pra se ver livre de mim.
Lá é lugar de tudo isso. Não de "ganhar" celular.
Ainda tive que ouvir a cidadã dizer: "Mas a senhora tem uma nota de R$50,00, em cinco minutinhos pode levar um celular nov pra casa"
Então tá. Vamo fazer o seguinte. Te dou a minha nota e você leva o celular pra sua mãe. Pronto. Chata pra caralho minha filha!!!!! Não, tá entendendo, nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao quero a porra do celular.
Devia ser crime importunar uma mulher enquanto ela está na perfumaria. Sério.
Crime hediondo, sem direito à progressão de regime.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Eu tenho vontade de ligar pra todos meus amigos e marcar todos os programas do mundo. Só pra apresentar você.
Tenho vontade de ficar horas sentada no sofá ao lado da tua mãe só pra ouvir ela me falar da tua infância, da primeira vez que você caiu no colégio ou então de quando se apaixonou pela menina da 7ª E. É , aquela que usava fundo de garrafa e maria chiquinha.
E todo aquele medo que eu tinha, de ouvir um "eu te amo" sabe? Passou na primeira vez que você falou pra mim. É, naquela viagem, que ventava e tinha vinho e tinha mambo e tinha você. Me dizendo as coisas mais lindas do mundo. Me achando perfeita com teu moletom verde.
Como não me apaixonar por alguém que acha meus pés bonitos?
Como não te achar o futuro pai dos meus filhos, se você faz pipoca doce pra mim?
Como?
Me diz como eu posso contar meias verdades se eu só amo você?
Posso mais não.
Aquela criatura filha da puta, que pregou a infidelidade como meio de manutenção de relacionamentos casuais (ou não), ficou num lugar tão distante que eu nem sei onde é mais. Agora aqui só teu a nora da Dona Ana, embrulhada pra presente e com uma fitinha amarela no dedo.
Sim, o texto é brega mesmo. E não tinha como não ser.
Todo amor do mundo pra nós.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Meu sorriso e teu caminho.

Então tu me pede pra tirar meu sorriso do teu caminho.
Não, na verdade você não pede. Você nunca pede. Voce grita, esbraveja, ameaça nunca mais falar comigo. Onde já se viu ser tão feliz assim?
Coloco toda a minha felicidade dentro do armário. E olha meu bem, não é pouca coisa não. Mas ela saí, como sapato novo comprado em liquidação. Nunca cabe em canto nenhum. Minha felicidade não tá acostumada com toda aquela vida mal resolvida dentro do armário. Tá certa ela. O amário será doado.
É só felicidade e paz e mansidão e alegria e sorriso e amor e vida. Muita vida. Toda vida.
Até meu cabelo tá melhor.
Então você grita, berra, faz escândalo, se joga na frente do carro.
Eu passo por cima de você.
Eu e toda minha felicidade.
Mas é claro, você não morre, nunca morre.
É preciso estar vivo pra me assombrar.
Mas não vivo de mais. Só um pouco.
Zumbi.
É, zumbi.
É isso que és.
Mas agora honey, já dizia vovó, vá chorar na cama que é lugar quente.
A sua dor é só sua.
Eu não vivo mais o sofrimento de ninguém.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

El manu chao

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

...ausência plena e íntegra de qualquer coisa que eu não sei o que é.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

- Por que tu tá com essa cara de boba alegre? Ganhou na mega sena é?
Não. Só tô apaixonada.

Será?

A tia do elevador disse que eu tô sempre com coisas diferentes, bonitinhas. (em alusão a minha nova blusa verde de babado da Thais).
Até agora estou pensando se foi elogio. Juro.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Por que agora o Lenine é só o Lenine.
E toda aquela inquietação no peito se transformou em saudade.
Saudade que não é de você.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

República das calcinhas

Hoje nós somos em três.
Na verdade cinco, se contarmos as cachorras.
Tem calcinhas pra todo lado. Uma assiste TV, a outra fica na internet e a terceira canta músicas pra Iemanjá enquanto reclama da sombrancelha no espelho do banheiro.
Tem calcinhas pra todo lado. Milhões de sabonetes, cremes, shampoos e roupas. Muitas roupas. É como se ao invés de um, agora eu tivesse três armários.
É só risada sempre.
É divisão da faxina do banheiro, da lista de produto de limpeza, das histórias do final de semana e da alma.
Conselho, conselho, conselho.
Ombro, ombro e ombro.
Até bem pouco tempo eu diria que era ímprovável, pra não dizer impossível, mas hoje eu tenho a república do sonho de qualquer calouro, com a diferença que eu não precisei sair de casa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Todo dia a Jad faz xixi no tapete da vizinha.
Todo dia eu olho e deixo ela fazer.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Ele canta João Bosco pra mim.
E me acha linda, incrível e fantástica de um modo que nem a minha mãe nunca achou.
E ele é doce.
Mas não enjoa.
E de repente as estrelas e a chuva e o tempo bom são apenas detalhes na noite do mesmo lugar.
E eu penso que tá tudo errado.
Mas nunca esteve tão certo.
E penso também em chamá-lo pra Terra do Nunca.
Mas não posso.
Ele é o super herói de mais algúem.
Alguém que me acha a Jade.
Até a moral e os bons costumes é apenas uma questão de encantamento.
Me perco.
Te encontro.
Me perco de novo.
E então, todo esse texto sem sentido, fará você sorrir.
Só sorrisos e café.
Sem a moça boicotada da festa particular.
Nada que eu faça por medo é virtude, nada que eu faça por amor é pecado. (JB)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ela só queria alguém que entendesse seus sonhos
Que dissesse palavras fáceis
Que nunca lhe trouxesse dor

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

...Um girassol nos seus cabelos.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Sibutramina.

Nunca me importou o fato de ela ser vendida em caixas com tarja preta, sob prescrição médica, com receita controlada. Também nunca fez diferença nenhuma todos os especialistas dizerem e as revistas especializadas alertarem sobre os malefícios do consumo em excesso, sem orientação. Acredito que nem o próprio Papa me faria mudar de idéia. A sibutramina era eu amor, meu ódio, minha angústia e minha libertação. Era meu vício. Só meu. Afinal, ninguém sabia que eu consumia dois sagrados comprimidos por dia. Óbvio. Eles ficavam num vidrinho de homeopatia, vidrinho esse que eu jurava ser um inocente remédio natural pra cólica. Eu sempre fui muito criativa. Pois é. Minha dependência durou mais de um ano. Dias e dias sem comer. Ância, tontura, dor de cabeça e ausência total de fome. Os sintomas físicos não chegavam nem perto dos emocionais. Eu vivia irritada,chorava fácil, tinha vontade de matar as pessoas (sério). E então tudo mudava de repente. Eu ficava alegre, agitada, com pique pra fazer mil coisas. Nessa época não raro eu chegava da faculdade e após 16h na rua (8 trabalhando e 4 estudando) eu ia limpar a casa. Lavar o banheiro era terapia. Eu esfregava os espacinhos entre os azulejos com uma escova de dente velha e pensava, não nego, que alguma coisa não iam bem. Pessoas normais comeriam e iriam dormir. Eu não Eu limpava o banheiro, o espacinho entre o azulejo com a escova de dente velha. Eu tava magra, muito magra. Mas não comia. Uma simples barra de chocolate devorada num momento de distração me fazia chorar por horas, embaixo do chuveiro. E aí,bom, aí eu não saía de casa, afinal eu estava gorda. Muito gorda por causa do chocolate. O fornecimento da bolinha mágica vinha do Rio, de um amigo antigo e muito querido que, claro, como todos os outros não sabia de todo esse descompasso que eu vivia dentro de mim. Ele achava que "era coisa de mulher" e liberava a cada 15 dias mais uma caixa. Às vezes elas vinham por sedex, quatro de uma vez só. E eu ficava feliz, e saía, e dizia eu te amo pra todo mundo que eu queria matar horas atrás. Eu nunca usei drogas (fora a sibutramina), mas creio que esse deva ser o ápice do sujeito que consome cocaína. Ver a droga ali, toda pra você. Como não ser feliz com 4 quatro caixas de Desoded em casa? Elas eram minha paz. Eu vivi assim por muito tempo. Alheia a realidade das coisas. O remédio mexia a tal ponto com meu humor que eu não me dava conta de muitas coisas que se passavam ao meu lado. Era uma tentativa tão desesperada de sobreviver à ele (e com ele), que não sobrava tempo pro resto todo. (continua)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Antigamente eu podia chamar a tia, dizer que não tava conseguindo colorir sozinha.
Agora? Agora inventaram a tal da teleconferência e nem dá mole pro professor gatão grisalho eu posso mais.
Definitivamente tá foda.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Eram mais de três.
Ele deu sorte.
Tomei banho, preguiça e Saramago. Não teve como sair.
Eram mais de três.
O porteiro avisou. Era ele
Não deu tempo de pedir pra dizer que eu mudei, que morri ou que estava na Tailândia.
Me limito a um "pode subir".
Falta a voz. Maldito efeito surpresa.
Ele sobe.
Nesses dois minutos que o separam da porta de casa, enquanto escuto o barulho do elevador subir, penso em como agir, o que falar, não falar e se a calcinha é preta. Ele gosta de calcinha preta. Troco.
Ele entra e me beija. E me beija mais. E me beija mais.
Solta meu cabelo.
Tira minha calcinha. Agora preta.
Tudo isso sem oi.
Sem tudo bem.
Sem como vai você.
Não há meias palavras,nem desculpas. Só amor.
Todo amor do mundo sempre.
E então ele daz o que tem melhor. O binômio.
Lingua e o que há embaixo das minhas saias.
Combinação perfeita.
Ele está de joelhos.
Me chupa, me chupa e me chupa mais.
E me chupa.
E de novo.
E mais.
Transamos.
Trepamos.
E fazemos amor.
Acho que pela primeira vez na minha vida eu rezei depois de gozar.
Peço a Deus pra que ele vá embora mudo. Do mesmo jeito que entrou.
Não quero lembrar que dormi com ele tantos dias, que procuramos apartamento na internet, que conheço a família inteira e os amigos, na posição de futura esposa, de mãe dos filhos dele.
Não, não quero lembrar disso tudo.
Pelo amor de Deus não.
Rezo de novo.
Me sinto uma herege.
Mas Deus tá de férias, de folga, ou de sacanagem mesmo.
Ele não só não vai embora como acende um cigarro.
Pede comida chinesa.
E rolinhos primavera pra mim.
Reclamo do meu biscoito da sorte que veio quebrado.
Sem me dar conta que o maior milagre da vida tá ali.
Deitado, fumando e mechendo no meu celular.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Bote um óculos escuros.
Desfile sua bunda dura por aí.

Apenas um bom motivo.

Sabe quando alguém diz "Me dá três bons motivos pra eu fazer isso/aquilo/aquilo outro pra você". Tipica coisa de mãe, sabe?
Hoje eu diria apenas um. Eu me depilo com cera quente! Sério, acho agora que tenho desculpa pra qualquer coisa na vida.
Pense bem.
Ontem foi dia de ir na Marli. Depiladora e carrasca que me acompanha a uns bons anos.
A cena era a seguinte.
Samantha de calcinha microscópica. Por que é esse o modelo que se usa quando vc pretende "fazer a virilha". Sim senhores, aquelas virilhas lisinhas que vocês encontram na sexta feira, deram muito trabalho na quinta e justificam qualquer crise existencial se acaso ela for trocada por um jogo de futebol não programado, apenas pra adiantar o do domingo. Pois é. Tudo em mulher tem uma lógica. E como eu sou uma santa criatura, vou dividir parte dela com a humanidade.
Voltando.
Calcinha microscópica vermelha (as outras estavam sujas. Só lavo roupa aos sábados. Não raro na sexta desenterro calcinhas estranhas. Ora uma de bichinho, ora uma vermelha matadora e por aí vai). Cera quente pra cá, cera quente pra lá. A boca da bichinha bezuntada daquela merda toda. Começo a pensar que eu nunca mais deveria dar na minha vida. Assim poderia viver peluda e pronto. Ou então ficar mesmo a lá Ohanna. Sei lá. Qualquer coisa que me livrasse da seção (ou seria sessão? sesão?) tortura mensal.
Mas como não tenho coragem nem pra uma coisa, nem pra outra, aguento o martírio.
A pior parte ainda está por vir.
Sim, tem coisa pior que cera quente na região definida pelo guia de reprodução humana como "grandes lábios". Cera quente no rabo.
Sim, atire a primeira pedra a mulher que nunca depilou lá. É, lá mesmo.
Eu nunca tive nenhum problema com meu próprio cú. Ele é meu e faço dele o que quiser. Pago minhas contas, sou maior e vacinada né não?
Eu lembro que mesmo na faculdade, quando rolavam aquelas "roda da verdade", falar em sexo anal era um tabu. Mulher assumir que faz então, nem pensar. Santas imaculadas! Eu nunca me importei em assumir isso, nem assumir que já beijei mulher, que quero transar com dois homens, nada nada. Sabe por que? Eu sou isso. E quem quiser gostar, vai gostar assim. Não vai levar meia verdade. Por que meia verdade é mentira inteira. (Nesse momento penso que minha amiga Vanessa pode ler essa merda toda. Penso em apagar tudo. Mas ela não. Ela é grande o suficiente pra entender, senão, pra aceitar. No dia em que eu deixar de escrever o que quero pra que alguém não leia, deleto o blog. Não terá mais sentido mesmo).
Enfim, a questão é o rabo e a cera.
De repente você passa da posição frango assado, método tradicional de depilação da virinha e fica de cócoras. Com uma mãe segura uma banda da bunda e a calcinha. Na outra, a outra banda e no meio, nem preciso falar. Mais cera! Imagina. Coisa linda não?
Bom, depois de todo esse sofrimento e de ter uma mulher que te toca mais do que qualquer homem, a porra da calcinha gruda nos pedacinhos de cera e dói pra caramba tirar no banho depois.
Isso tudo foi só pra dizer que eu posso fazer qualquer merda.
Eu me depilo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Conversa entre irmãs.

-Ai Samantha, quando vcs vão sair desse "não fode e não sái de cima?"
-Antes eu tivesse a primeira opção...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ano Novo Ano.

É claro que eu desejo coisas boas, vibrações positivas e toda aquela parafernália de sentimentos que me mandam todo final de ano por email e mensagem de celular.
O que não dá é pra acreditar que vai mudar tudo de um dia pro outro, como num passe de mágica. No dia 31 eu durmo filha da puta e pronto! Dia 01 lá estou eu, uma boa pessoa, cheia de amor ao próximo. Não, não dá mesmo. Não sou tão boa assim.
Infelizmente eu sou demasiadamente cética pra certas coisas. Vagabundo faz sacolinha de natal (1 vez por ano!!!) e acha que comprou o bilhete de entrada no céu. Sem escalas, claro.
E o resto do ano todinho? Ele trata mal o jornaleiro, a moça do caixa da padaria, os velhinhos que não atravessam a rua mais rápido (...)
Eu continuo a mesma.
Continuo pragramando dietas mirabolantes pra segunda. Como uma barra de hersheys inteirinha sozinha na quarta. Justifico com o excesso de trabalho. "Vai lá Samantha. Você trabalha pra caralho". E pronto. Como em paz.
Continuo preferindo cachorros à pessoas.
Continuo com meus mil amores, mesmo tendo o coração vazio.
Continuo detestanto lavar banheiro e passar lustra móveis , mas faço tudo isso. Quando você mora sozinha, até barata se aprende a matar. Quando eu tinha mãe em casa, me dava ao luxo de gritar, me trancar em algum cômodo bem longe da bicha e implorar pra minha mãe matar ela logo. Hoje dou risada quando lembro.
Continuo indo ao Sesc, vendo milhares de cursos e coisas e não fazendo nada. A desculpa é a mesma do chocolate. Aliás, eu sou uma pessoa que se auto desculpa muito bem. Eu justifico tudo. Todas as minhas merdas são perfeitamente explicáveis no meu sistema inquisitório.
Continuo egoísta, passional, insensível e blassé. Definitivamente muito blassé.
A virada não me mudou.
Eu tenho feito o melhor pra mudar ,senão todos os dias, pelo menos quando a vida exige.
Desejo o mesmo ao Universo.
Mudança plena, constante, lenta.
Que é pra não correr o risco de errar alguma placa.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Minha vó dizia que sai na urina.
Acho então que ando fazendo pouco xixi.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Conversas de fim de ano (e de noite)

Samantha, que tu pediu de ano novo?
E se pede no ano novo também?
Lógico, Natal E ano novo.
Ótimo. Vou pensar então. Espera.
***
Pronto.
Que tu pediu?
Um homem.
PORRA! mas tu tem tantos...
Pois é, é que eu já tinha pedido todas as coisas boas no Natal.
Minha mãe, prazer.
"Quando eu olhar pro lado, eu quero estar cercada só do que me interessa"
Lenine

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Oi, quer trepar?

Meu querido diário:

Hoje foi meu primeiro dia de moto.
Quase atropelei um ônibus. Se não fosse a cara de pânico das velhinhas, eu poderia jurar que nenm estava tão perto. Pode?
O vizinho de uma amiga me ajudou a colocar a trava. Na verdade rolou uma pequena dificuldade em achar o "freio de disco". Obrigada meu Deus por existirem pessoas com tão vastos conhecimento em motos e dispostos a ajudar desconhecidas.
Os taxistas me olha de maneira engraçada. Acho que é por que ocorre um pequeno desiquilíbrio no processo "sinalfechadohoradepararamoto"
Uma mulher me mandou ir pro tanque.
Mandei ela tomar no cú.
E emendei um "vaca".
Justo.
Terminei quebrando o pau na auto escola. Não quero fazer 20 aulas pra tirar carta de moto.
Foda-se a lei nova.

sábado, 27 de dezembro de 2008

E eu corro, corro e corro.

Me deixa aqui.
Quietinha.
Não coloca a camisa combinando com meu vestido.
Verde.
Tudo muito verde.
Desse jeito é inevitável pensar num sexo tântrico.
Assim.
Com a camisa e o vestido aos pés da cama.
Me deixa aqui.
Quietinha.
Não me pergunta como eu tô.
Não pergunta se a Jad tá melhor.
Tá todo mundo ótimo aqui.
Você não está vendo?
Me deixa aqui.
Quietinha.
Sem entrelinhas.
Sem silêncios.
Sem abismos.
Sem o amor maior do mundo.
Me deixa aqui.
Quietinha.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Amor e ódio.

A minha relação de amor e ódio como meu pai não é de hoje. Quase todos os dias da minha vida eu o odeio. Por tudo que ele me fez, não fez, por tudo que fez com a minha mãe, por tudo. E esse tudo é muita coisa. É coisa pra caralho que de tão grande e estática nem incomoda mais.
Mas é meu pai a única pessoa no mundo capaz de me surpreender. não por atitudes cretinas, isso muita gente faz, mas por que é justamente ele que me apóia quando ninguém mais o faria.
Há uns 5 anos, quando eu completei 18, comprei um carro. Eu sequer tinha carta. O bicho ficou na garagem uns dias até eu terminar a auto escola. Meu pai não só apoiou contra toda pressão familiar de um financiamento (parcelas de R$576,00) em tenra idade, como me disse, no meu primeiro dia com o carro "Vai, sobe, uma hora você vai ter que pegar estrada mesmo". Minha mãe pirou. Na época eu morava com ela. "Como tu pode apoiar uma sandice dessa?" Ele ignorou e simplesmente disse que eu iria com ou sem apoio. Tava certo. E com apoio foi muito melhor.
Hoje, com 23 , comprei uma moto e adivinha? Não tenho carta. E dessa vez nem sei onde posso comprar uma. (Confesso que a do carro foi comprada, honrando o titulo de legítima brasileira).
Liguei pra quem? Pro meu pai. Meu ódio e amor eterno. Como não podia deixar de ser, ele me surpreendeu. Achei que ele ia criticar por que não terminei de pagar a pós, por que não tenho carta e por outros tantos motivos que só pais e mães sabem achar. Mas não.
****
- Ô pai, tenho que ir na Renata buscar a moto, os documentos e o carnê na segunda.
-Que legal filha, então essa semana vai tá motorizada hein?
-Mas pai, sabe que que é...É lá em PG, tenho medo de pegar aquela ponte sozinha...Vamo comigo? Aí tu podia voltar dirigindo...
-Claro.
-E me ensinar a dirigir...
-Isso é mole, tu anda bem de bicicleta não?
-Aham. Só vou andar na cidade, enquanto não tirar a carta (fudeu! Agora ele infarta)
-Isso é o de menos. Tu tira rapidinho. Amanhã a gente se fala então.
-Entao tá pai. Se der, dá um pulo na auto escola e vê quanto é pra tranferir minha CNH pra cá.
-Tá bom. Beijo, Fica com Deus.
-Beijo Pai, amém.

Ferro- A odisséia.

Pode chamar de relaxo, esquisitise ou qualquer outro adjetivo. O fato é que eu não tenho ferro de passar, muito embora eu tenha uma tábua colorida lindérrima que minha mãe trouxe sei lá de onde.
Em 2.008 era meta, mas sabe-se lá por que eu não consegui comprar um eletrodoméstico de R$45,00. Nem tendo cartão de crédito, cheque, nome limpo, nada. Simplesmente alguma força superior me impediu de ter um ferro e eu respeito forças superiores. Entrei em lojas, recebi e-mails com promoção de ferros (pasmem!) e nada. Nada, nada e nada. Há anos não tenho ferro de passar e justamente quando resolvo que quero um, colocando como meta do ano (!!!) ele simplesmente não acontece.
Ocorre que ontem resolvi comprar um pela internet. Não confio em vendas desse gênero e confesso que até então ainda não tinha me rendido ao virtual.
Pois bem. Entrei no site do Extra, escolhi um modelo bacana, vi a voltagem, passei os dados do cartão, fiz um cadastro simples e pronto! Compra efetuada. Bastava aguardar a liberação da operadora do cartão de crédito.
Óbvio que minha descrença começou a berrar, escandalizada.
Ai Samantha, como tu é idiota, logo tu! Que já processou tanta empresa, que processará outras tantas quando a preguiça permitir, resolveu comprar pela internet! E ainda no Extra! Pode?
Acredite, no dia seguinte veio um e-mail com a aprovação da operadora. Hoje veio outro. Uma espécie de rastreador, pois a mercadoria já está no depósito e eu só consigo pensar: Maldita eficiência, o ferro vai chegar ainda em 2.008!
Não, não. Agora eu não quero. Ele já era meta de 2.009 e portanto só posso recebo a partir de 1º de janeiro.
Já avisei o Zé da portaria.
Só me entrega ano que vem, faz favor!
...Mas dona Samantha, todo mundo pede pra entregar logo quando chega essas coisa....
Não Zé. Sério. Quando ele chegar deixa ele na portaria, quietinho, com um recado bem grande de"NÃO ENTREGUE ANTES DE JANEIRO". Se a portuguesa filha da puta (vulgo síndica) reclamar, diga que mandei ela à merda.
Tá, tudo bem, você não pode mandá-la à merda, mas avisa que antes de Janeiro não recebo.
Posso até tomar multa por descumprir a 1265544895322265478 cláusula de um regulamento que nunca vi, onde se lê "proibido deixar pertences na portaria na virada do ano", mas que não vou quebrar uma meta, ah não vou. Não mesmo.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Amor da minha vida toda!

Um tem 13 anos, é cardíaca e obesa. Gasto horrores com ração pra cães gordos e remédios pro coração. A outra tem 10 anos, é ciumenta e ranzinza. Adora fazer xixi em tapetes limpos.
Minha casa é um festival de pêlos, racão e ossos. Mas eu amo. Amo tanto que não cabe em mim.
Obrigada por me aturarem mais um ano. É por isso que tenho duas. Uma só não daria conta. Será que devo aplicar a mesma teoria a homens? Será?
Que o papai noel me traga tudo que eu pedi e aquilo que eu esquecer tbm.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Aproveitando o espírito natalino que assola a nação, Madonna resolveu comer Jesus.
E viva a popstar!
Eu precisava fazer a piadinha infame. Foi mais forte do que eu.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

ele vem.
eu como.
ele vai.
eu durmo.

Entre lençóis.

Só vale pela bunda do Gianechinni. E que bunda.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Samantha, por que as letras no teu blog, são sempre tão grandes? É uma espécie de deficit emocional pra chamar atenção? Psicologia invertida?
Não, não, eu sou míope mesmo.
Ah tá.

Mais uma vez no cú do povo.

Toda vez que eu falo que o governo é ditador, meu pai me chama de comunista. Berra a plenos pulmões que não merece uma filha assim. Minha mãe que não entende nada, só agradece por eu não ter nascido no tempo dos militares. Valha me Deus, ela teria sido morta! E olha, que nem parece que um mora no Paraná e o outro em São Paulo. Eles falam como se eu fosse a filhinha que mora no quarto ao lado da suite deles.
Quando veio a Nota Fiscal Paulista eu disse. Não dou meu CFP porra nenhuma. Os filhos da puta não vão saber onde é gasto meu rico dinheirinho. Mas o povo é burro. Se vende por sorteio de DVD barato, daqueles que se compra por 100 mango na Bahia. Foda-se. Que agonizem todos na malha fina!
E agora senhores, agora veio o pior golpe. Putaria legitimada. Ditadura democratizada. Você tem direito de escolher os ditadores não? Pelo menos ao que parece. Eles terão acesso pleno, integral e irrestrito a sua conta bancária. Sem precisar de quebra de sigilo judicial, nem justificativa, nem nada. Tudo em prol dos cofres públicos. A INSTRUÇÃO NORMATIVA RFB 878 de 15/10/2008 garante isso. Foi aprovada na surdina. Como tudo que é de interesse estatal. Pra que publicidade no país do Carnaval?
Mas fique calmo, o povo (sempre ele), ganhou um presente aham? Leão bonzinho, veja só, em 2008 já não é mais preciso fazer a declaração anual de isento. E quem é que declara que não tem porra nenhuma? A maior parte do eleitorado. A massa. Que fica feliz com Nota Fiscal Paulista e acredita que dimnuiram a burocracia cancelando a declaração de isento.
Pra que declarar tudo que eles sempre souberam, mas agora tem legimitimidade (leia-se instrução normativa RFB 878) pra saber?

Meu Cadillac bi bi!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Será que eu nao vou pro céu?

O moço, deixa eu entrar só pra pegar um leite vai?
Desculpa, mas não posso, já deu 11 horas.
Ah, mas eu sou cliente moço, moro aqui no Ipê, do ladinho do mercado, poxa....
Ce sabe como é, se eu deixar você entrar, alguém vê, quer entrar tbm, ai me complica.
Mas não tem ninguém, eu entro rapidinho.
Não vai dar mesmo, desculpa.
Poxa moço, eu tenho filho pequeno, o leite é pra ele.
Ah, por que não falou antes? Tbm tenho, sei como é. Entra.
Valeu.
****
Não vou dizer que não bateu um peso na consciência, mas eu tava louca pra tomar toddy quente batido no liquidificador. Eu realmente não presto.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Blog novo é fruto da arte e da santa paciência do Fernando.
Não adianta pedir.
Não passo o contato não.
Você volta mais uma vez. Dentre as tantas que voltará. Me assombra. É teu fetiche. Só pode.
Coloco minha melhor cara de mulher bem resolvida e ignoro o fato de termos terminado um namoro de 2 anos e pouco por e-mail. Tudo bem. Confesso. Fui eu quem terminou. Mas você não gritava. E eu? Ah meu bem, eu contava com teu desespero, com flores e amor no domingo pela manhã.
Mas só veio o silêncio. E o caos. E eu fiquei mais perdida do que sempre fui. Por que eu te amo. E eu te amo tanto que me perco. Amo mesmo contrariando as previsões familiares, sociais e astrológicas. Te amo. Mas eu não sei. Me incomoda. Gostar muito de qualquer coisa que não seja eu. Que não obedeça minha razão ilógica, minha ditadura democrática. Tá feliz? Pois é, eu não. Por que eu te amo. Tanto quanto você lê meu blog.
E então você volta assim. E com presente de Natal. Nós falamos das tuas comidas esporádicas, da minha falta de homem. A culpa é tua. É praga tua. Eu digo e você ri. Eu digo até que procuro um namorado, que ano que vem me mudo pro Paraná ou quem sabe pra Marte. É medo. Só medo. De ter tanto medo assim de você. Você tá feio, engordou, voltar a fumar. Mas mesmo assim me incomoda. Tem tanta gente mais interessante no mundo, mas eu só me interesso por você. E você, você ainda me compra presentes. Tudo que eu queria era que você nunca mais me desse coisa alguma. Mas quando tu fizer isso eu enlouqueço.
Reclamo do teu cabelo grande, do teu carro sempre sujo, da música alta. Você ri. Eu quase me descabelando pra manter a pose de mulher bem resolvida, interessante e gostosa pra caralho e pra que? Você sabe que tudo que eu queria era gritar.
Que dói.
Que tô magoada.
Que odeio você.
Pra sempre.
Mas não.
Você ri.
Acha graça de tudo.
Fala que eu nao devia emprestar cheques pro meu pai. Que graças a Deus minha mãe tá longe e que eu tô magra demais. Que eu devia comer melhor e todo aquele bla bla blá.
A única coisa que eu queria comer era você.
Mas você engorda e eu não quero sair do 38.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

qualquer lá que não seja aqui.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Lido e indicado:
A mãe de Freud- Veríssimo.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Uma defesa preliminar em um processo-crime por uso de intorpecente(leia-se: meio baseado. Pode acreditar. Tem mais de 100 fls.)
Uma réplica em um processo de cobrança contra um escritório que afana pessoas de parcas condições financeiras (leia-se: advogado rico e filho da puta rouba cliente fudido)
Uma inicial contra o Santander, por conseguir transformar uma dívida de R$800,00 em R$11.000,00 em apenas alguns meses(Devia processar ou denunciar à Confederação Nacional dos Mágicos, por exercício indevido da profissão?)
E isso foi só meu domingo Senhor.

sábado, 13 de dezembro de 2008

É só um aperto
Uma dor
Um vazio
É só você
Me esmurrando
Por dentro.
Tentando sair de um peito
Que não é mais teu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Por que eu sinto menos sua falta quando estou sem você.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Gordas e mal-amadas.

Acho que eu sou a única criatura no universo que (ainda) se indigna com as revistas nacionais de cultura cotidiana. Todas, TOOOOOOOOOOOOOOOODAS sem exceção são escritas pra mulheres gordas e mal amadas. Uma após a outra prometem regimes revolucionários, para perder 317 kilos, até o ano novo, isso comendo hamburguer e sem ginástica ou então a dieta da lua vazia, da banana, do requeijão, da puta que pariu.
Veja só você gordinha, inventaram a fantástica dieta do milk shake e olha só! A barriga da capa é da Solange Frazão, que assumiu publicamente, pra quem quisesse ouvir, só comer talos de acelga. Mas quem é que se importa não é?. Gordas são surdas, só pode. Ou o que é pior, são burras mesmo.
Como é que essas revistas sobrevivem meu Deus! Um monte de gorda maluca que toma milk shake o dia todo na esperança insana de ficar com a barriga igual a da Solange Frazão? Será?
E olha, antem que me queimem em praça pública, dizendo que eu sou contra gordas, devo confessar algo que , se for contado pra qualquer pessoa, evidentemente eu desmentirei: JÁ FUI GORDA! Daquelas que sempre são escolhidas por último no futebol do colégio sabe? Um terror. Fiquei magra com muito boxe, muita corrida na praia e fechando a boca.
Meu corpo de magra e cérebro de gorda não tem absolutamente nada contra pessoas acima do peso, minha revolta (dentre tantas) é contra gente burra e sem bom senso que estimula a indústria do banal, do ócio, da bocilidade.
Pior, quando as manchetes não prometem magreza instântanea sem esforço, fazem algo mais repugnante, oferecem o príncipe encantado, e ele vem numa Mercedes 2009.
Pode reparar, não estou tão louca assim. Tem simpatia, mandiga, depoimento de mulheres que conquistaram o chefe casado, que traíram o marido com o padeiro, que viraram putas e fizeram do sexo ofício. Tem de tudo e pra todos os gostos. Então além de gorda, escrevem pra mal amadas também. Veja só quanta generosidade! Pra quem tem certeza que meu príncipe vem a 5km/h num cavalo manco não consigo me solidarizar com redatoras e editoras e escritoras e fotógrafas tão, tão, tão, hum, ah, é, digamos, criativas!
Aposto que enquanto você, mulher, gasta seu rico dinheirinho com a utopia que te venderam, elas compram silicone, barrigas lipoaspiradas e homens. Sim, já vendem no supermercado sabia?

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Fechem tudo que for 24 horas.

Detesto coisas que ficam abertas 24 horas.
Sério.
Se não for comida, acho que absolutamente nada devia ficar aberto pra sempre. É uma heresia.
Já reparou que você sempre resolve comprar coisas que não resolveria comprar justamente por que sabe que ali, logo ali do lado, tem algum lugar aberto? Vendendo de chocolate à desinfetante pra xixi de cachorro?
Um inferno.
Pessoas como eu, passionais e incoerentes, sempre resolvem que podem morrer se não comprarem um ferro de passar( produto que, diga-se de passagem eu sempre vivi sem) as 4 da matina.
Não dá pra viver assim. Fechem tudo, tudo tudo. Inclusive as borracharias. Eu não tenho mais carro.

domingo, 7 de dezembro de 2008

É só um vazio. Vazio inteiro. Metade de vazio. Consome, arde, grita, explode. E mesmo com tanto movimento não se preenche. Permaneço como se nunca tivesse existido sentimento aqui. Não sinto. Mas sinto tudo demais. Não choro. Mas vivo aos prantos. Já pus placa de "vende-se". Ninguém comprou. Mudei para " aluga-se". Talvez fosse mais fácil. Ninguém alugou. Agora aqui só tem um "DOA-SE". E mesmo assim. Ninguém aceita. Todos os contratos dizem a mesma coisa. A mesma língua inaudível. E eu não consigo interpretar. Eu sou vazia. Transbordo. O que ninguém compra. O que ninguém aluga. O que ninguém aceita em doação.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Del vale de uva, certezas e riscos.

Tocava qualquer coisa bem baixinho, do Caetano, no som que tinha na sala. Ele fez questão de deixar tudo na penumbra. Era preciso clima de despedida, de merda, de fossa, tudo junto. Ele queria mesmo torturá-la. Era preciso, mais, era vital. Ele e ela sabiam.
Ela tinha aceitado a guerra medieval. Queria terminar com aquela porra toda com o mínimo de dignidade, se é que isso era possível.
No elevador foi pensando se deviar ficar muda enquanto ele a acusava de ser leviana, irresponsável, imatura e aquele monte de adejetivos que ele gosta de usar, que o faz parecer um homem de 40 anos. Pensou também em falar a merda toda, dizer que não queria mais, que tava sufocada, que não dava, que ele era somente mais uma das metades, entre tantas. Por fim, pouco antes de tocar a campainha do hall, pensou em dizer que estava confusa. Alguma amiga tinha dito dia desses algo do gênero , pra alguém, em situação parecida, e tinha funcionado, se ela bem se lembrava, mas não havia tanta certeza assim sobre isso.
Foi desse jeito que entrou no apartamento. Indecisa, confusa, vestido preto curto, cabelo dessarumado e sem calcinha, como ele gostava. Afinal , uma transa, aquela altura, podia ser o gran finale ou então um tiro de misericóridia. Ela não queria arriscar.
Essa era a única certeza. Não queria mais arriscar porra nenhuma. Que se danasse ele, os sentimentos dele e todo o resto. Ela só tinha ido mesmo pra tal conversa, por que seu passado remota de boa menina a torturava e a moça do caixa do supermercado havia dito categoricamente que ele merecia ser ouvido.
Jamais contrarie as previsões , conselhoe e mandingas de moças do caixa do supermercado. É sério.
Tinha qualquer coisa no forno. Duas garrafas de vinho vazias, no canto do sofá. Ele fez questão de deixar ali, justificariam uma provável atitude idiota da parte dele.
Frisou que esqueceu de comprar o del vale de uva, mas que tinha água, já que ela não bebia. O tom de crítica era evidente. Será que ele acreditava que, caso ela tomasse alguns porres no final de semana, a relação poderia ter sido salva?
Não se sabe.
Ela ficou calada. Ele ficou mudo.
Transaram.
E transaram e transaram.
Sem palavras.
Só o vestido dela jogado no canto da sala, por cima das garrafas de vinho.
A cena era ridícula. Ela nua, de scarpin, olhando pela janela. Aquele silêncio era pior que toda a dúvida do elevador. Aquele silêncio era certeza. E ela não queria certeza, nem risco.
Ele acendeu um baseado, não se antes perguntar " Tu pode fazer o discurso de financiador de traficante depois?"
Mas ela não queria falar nada, só sair dali correndo e nunca mais voltar pro país, ou pelo menos não ter de olhar pra cara do porteiro, quando ele a visse saindo do carro dele.
Pois é, até o porteiro sabia que eles deviam se largar.
Maldita moça do mercado.
Ela sentiu sede.
Tinha del vale de uva na geladeira.
Del vale, riscos e certezas.

Acidez.

No MSN nosso de cada dia... - Por que tu me tirou dos links do blog? - Por que tu é chata. (Ela podia ter sido menos direta vá!) Na pós... -É, mulher nasceu mesmo pra esquentar barriga no fogão e esfriar no tanque. -E tu com esse pensamento, não demora muito a virar corno! (Pelo silêncio que tomou a sala, imagino que eu deva ter perdido um pouco a elegância ) No carro... -Se tu não tá dando pra ninguém e a gente já trepou tantas vezes, qual o problema em dar pra mim? -Tô com preguiça. (Intimidade é mesmo uma merda)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Por que eu vivo num país onde beber mais que 0,33 de álcool é crime, dá cadeia, nego perde o carro, toma multa. E mesmo assim a droga é lícita.
Mas se o mesmo nego for parado na blitz e tiver consumido 60 g de cocaína não dá nada não. Nadinha. No máximo uma advertência ridícula do juiz. Isso se ele for pego consumindo, claro. E, ainda assim, a droga é ilícita. Vai entender, depois eu que sou estranha.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Ele me dá frio na barriga.
Ainda diz que tá louco pra me ver
Perdeu o pudor.
Mas não o afeto.
Eu juro que vou sumir.
Mas volto.
Por que se não quero ele, também não des-quero.
Eu grito, choro, esperneio e não raro fico muda.
Mas ele permanece lá, incólume e alheio a toda essa ventania que sucede a cá.
Interrompe meu discurso sobre cachorros de rua pra dizer que tá com sono.
Mas não vai dormir.
Então é a vez dele.
Me pergunta coisas de um passado remoto, distante, presente e eterno.
Eu olho, apática, como se não soubesse responder.
Mas eu sei.
Só não posso.
Dou vivas pelo subjetivismo, aprendido nos textos obscenos de Nelson.
Recuo com a porta escancarada.
Só pelo prazer de vê-lo procurar as entrelinhas de um texto não escrito.

Valores: será que o seu tá debaixo do meu tapete?

O cenário era o treino. De boxe. Por que academia dessas que a mulherada combina o tênis com o frufu do cabelo não tenho mais saco não. Ouvir tiozinho bombado falar da última balada então? Esquece. Juro que me dá náusea.
Disseram que ia ter uma festa. Eu, como todo ser anti social que se preze, saí do assunto, peguei minhas caneleiras e fui fazer glúteo, afinal, o mundo pode acabar, mas minha bunda estará dura, pode apostar que sim. E se for futilidade querer uma bunda dura, eu admito, sou fútil para caralho.
Mas o assunto volta. É o tipo de assunto que sempre volta. Falavam de datas, horários, pessoas, o que ia ter, não ter e todo aquele bla bla bla irritante pré festa. Odeio essas conversas. Alias eu odeio um monte de conversas, eu sou chata mesmo. Tão chata quanto fútil por que quero minha bunda dura sem ter que falar sobre festas. Não quero falar porra nenhuma e pronto. Decidi que ficaria alheia.
Mas um ser iluminado grita do outro lado: "Samantha, chega aê". Puta que pariu. Não dava nem pra fingir que eu não ouvi. E eu sou especialista pós graduada nisso. Só escuto quando quero, mas não tinha jeito. Fui lá ver o que eles queriam. Duas meninas falavam algo sobre "causar"..." beber", "mais vodka" e "tem que ir até o sol nascer". Dialeto que desconheço. Do outro lado era pior: "tem que trazer as amigas"..."pô, a Fulustreka tá namorando? Não tem problema não"..."Quem não aguenta, não entra" e outros do mesmo gênero.
Cara, como não ser e naõ estar e não permanecer solteira assim? Cadê as pessoas bacanas do mundo todo? Será que estão em festa, bebendo, cheirando, trepando e postando no you tube?
Longe de mim ser moralista, acho que todo cidadão tem o direito de fazer o que bem entende, principalmente se ele paga suas contas, mas me impor um estilo de vida, ainda que seja ele a nova onda mundial, tá longe meu bem, tá longe.
Não bebo, não fumo e não faço mais sexo casual. E isso tudo é um problema meu. Só meu.
É obvio que já fiz ( e faço muita merda), mas nunca levei como standart.
Entrei muda e saí calada.
Vou pra festa porra nenhuma.
Morro com o título de anti-social, antipática e todos os anti que quiserem me dar, mas submeter meu estômago a essa gente sem graça, vazia e com valores absolutamente deturpados não vai rolar. Não mesmo.